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Fazenda Espinilho Inicia Gira Técnica do 9º Congresso Mundial Braford

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A gira técnica do 9º Congresso Mundial Braford, programada para ocorrer de 28 de abril a 4 de maio, marca o início das atividades voltadas para os criadores da raça. O evento, que incluirá quatro dias de visitas a renomados criatórios gaúchos, contará com palestras, exposições de animais e momentos de confraternização. A gira precede a programação que será continuada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), em paralelo à 18ª Exposição Nacional da Raça Hereford. A organização de ambos os eventos está sob responsabilidade da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB).

A primeira propriedade a ser visitada será a Fazenda Espinilho, do Grupo Pitangueira, localizada em Maçambará (RS). Com uma trajetória iniciada em 1975, a família de Clarissa Lopes Peixoto dedica-se à criação da raça Braford e ao desenvolvimento de genética de excelência. “Nossa história, com 50 anos de dedicação, é marcada por êxitos, trabalho árduo e perseverança. A Pitangueira é uma empresa familiar, fundada por meus pais, Pedro e Sônia Lopes, e é uma grande honra e responsabilidade dar continuidade ao legado que eles construíram”, afirma Clarissa.

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No dia 28 de abril, durante a gira técnica, serão apresentados os resultados do trabalho de excelência desenvolvido pelo Grupo Pitangueira, como os 10 anos consecutivos conquistados no ranking de melhor criador e expositor da raça Braford. “Produzimos o touro Big Brother, que foi um marco na raça. Essas vitórias nos levaram a priorizar o nosso programa de melhoramento genético, decidindo por sair das pistas e focar ainda mais nesse processo”, complementa Clarissa.

Atualmente, o grupo opera com um sistema de produção robusto, composto por três fazendas dedicadas à cria, duas para o preparo de touros e uma para doadoras de embrião. “Temos cerca de 3,5 mil vacas de cria, todas registradas e participantes do nosso programa de melhoramento genético da Conexão Delta G, que realiza uma avaliação criteriosa. Além do uso das DEPs, utilizamos tecnologias como ultrassonografia de carcaça e medimos a conversão alimentar, essencial para a eficiência econômica e produtiva. A genômica, que oferece uma visão detalhada da genética de cada animal, também é amplamente utilizada”, explica Clarissa, destacando que esses métodos não apenas aumentam a credibilidade dos dados, mas também auxiliam na tomada de decisões assertivas no manejo e seleção dos reprodutores.

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Durante a gira, o grupo Pitangueira terá a oportunidade de apresentar a evolução de suas práticas e inovações no rebanho, com uma amostra representativa de todas as categorias de animais. Além disso, será realizada uma palestra de Fernando Flores Cardoso, chefe geral da Embrapa Pecuária Sul, que abordará o tema “O papel do melhoramento genético da raça Braford para uma pecuária mais sustentável”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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