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Café arábica mantém trajetória de alta em NY com apoio do clima e temor de tarifas; mercado físico brasileiro segue travado

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Os contratos futuros do café arábica continuam operando em alta na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira (25), dando sequência aos ganhos registrados ao longo da semana. Por volta das 7h55 (horário de Brasília), os principais vencimentos apresentavam valorização entre 0,4% e 0,5%. O contrato com vencimento em setembro era negociado a 306,00 cents de dólar por libra-peso, enquanto o de março/26 era cotado a 291,20 cents.

O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o clima no Brasil, com previsões de geadas que podem afetar regiões produtoras nos próximos dias. Além disso, o excesso de chuvas em Minas Gerais na última semana prejudicou ainda mais o potencial produtivo dos cafezais, fortalecendo as cotações.

Incertezas com tarifas dos EUA também pressionam o mercado

Outro ponto que segue no radar dos operadores é a possibilidade de novas tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros. Caso sejam implementadas em 1º de agosto, essas tarifas podem reduzir significativamente a oferta de café brasileiro ao mercado dos Estados Unidos, ampliando a preocupação com o abastecimento global.

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Resultados expressivos nas bolsas internacionais na quinta-feira (24)

Na sessão anterior, o café arábica registrou forte valorização em Nova York, com alta superior a 1% — equivalente a mais de 300 pontos. O contrato de setembro encerrou o dia a 304,85 cents de dólar por libra-peso, enquanto o dezembro fechou em 297,00 cents. Já na Bolsa de Londres, o robusta também teve avanço expressivo, com elevação entre US$ 44,00 e US$ 49,00 por tonelada. O vencimento de setembro subiu para US$ 3.349,00 e o de novembro para US$ 3.304,00 por tonelada.

Avanço da colheita limita ganhos, mas safra preocupa

Apesar do movimento altista, o avanço da colheita brasileira vem atuando como fator limitante para novas altas. Segundo o Escritório Carvalhaes, a colheita da safra 2025/2026 já superou os 70% do total previsto. A colheita de conilon mostra recuperação em relação ao ano anterior, mas a do arábica apresenta desempenho inferior ao da safra passada.

“O benefício da nova safra de arábica preocupa. Os números apontam para uma quebra na renda acima da usual”, comenta Eduardo Carvalhaes, analista de mercado e diretor do Escritório Carvalhaes.

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Mercado físico brasileiro continua lento e volátil

No mercado físico, as intensas oscilações nas bolsas internacionais dificultam o fechamento de negócios. Os produtores seguem cautelosos, sem aceitar as bases oferecidas por compradores, apesar da presença de interesse de compra para todos os padrões de café.

As vendas de conilon estão mais avançadas, com maior volume de negócios, enquanto o arábica tipo 6 bebida dura apresentou elevações em todas as praças monitoradas. Em Poços de Caldas (MG), por exemplo, o preço da saca subiu 3,33%, alcançando R$ 1.860,00. Em Machado (MG), a valorização foi de 3,33%, com a saca cotada a R$ 1.850,00. O cereja descascado teve preços variando entre R$ 1.950,00, em Campos Gerais (MG), e R$ 2.250,00, em Poços de Caldas (MG).

Já o conilon permaneceu estável na maioria das praças, com exceção de Vitória (ES), onde a saca teve alta de 0,75%, sendo negociada a R$ 941,00.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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