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Farelo e Óleo de Milho Têm Tributação Igual à da Soja

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A partir desta quinta-feira, 1º de agosto, a Lei nº 14.943 entrou em vigor, estabelecendo a mesma regulação tributária para o farelo e o óleo de milho que já é aplicada à soja. Com essa medida, ficam suspensas as contribuições para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre as receitas da venda desses produtos.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da lei para a competitividade do milho e para o incentivo à produção de etanol de milho, alinhando-se à demanda global por energia mais limpa. “Essa política não apenas melhora a formação de preços do milho, como também promove o desenvolvimento de biocombustíveis, como o etanol, que representa uma energia verde e renovável”, afirmou Fávaro.

A isenção tributária deve impactar positivamente toda a cadeia produtiva do milho e das proteínas animais. Os farelos de milho, conhecidos como DDG/DDS, são amplamente utilizados na nutrição animal. Com a suspensão das contribuições, que representam cerca de 9% dos preços dos produtos, espera-se que haja uma redução nos custos de ração para a produção de carne de frango, suínos, bovinos e peixes. Isso, por sua vez, deve levar a uma carne mais barata para os consumidores e mais competitiva para as exportações.

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Empresas sujeitas ao regime de apuração não cumulativa do PIS/Pasep e da Cofins poderão descontar débitos em cada período de apuração com base em crédito presumido calculado sobre a receita da venda de produtos classificados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), incluindo a lecitina de soja.

As alíquotas estabelecidas para a comercialização de óleo de soja e milho e outros produtos da Tipi são de 27%. Essa porcentagem será aplicada sobre o valor de aquisição dos óleos e também sobre o insumo na produção de rações classificadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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