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Fanfarras serão reativadas em escolas municipais de Cuiabá

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As fanfarras serão reativadas em escolas municipais de Cuiabá. Os últimos detalhes da iniciativa foram tratados na terça-feira (18), em reunião entre os secretários municipais de Cultura, Johnny Everson, e de Educação, Amauri Monge.

Neste ano, cinco escolas desenvolverão as atividades, sendo que duas delas estarão aptas para o desfile de 7 de Setembro, com cerca de 120 alunos apresentando novidades no contexto do trabalho. A previsão é que, em 2026, o projeto esteja estabelecido em 20 unidades de ensino da capital.

Sugestões foram apresentadas pelo chefe do Executivo durante a apresentação do projeto para resgatar a formação das bandas e fanfarras, liderado pelo Diretor de Economia Criativa, Neto Moraes.

“Queremos transformar a vida das pessoas e o conceito de família precisa ficar evidente, porque família é a base. Quanto ao desfile, ele precisa ter essa característica de unir os pais nas atividades dos filhos e passar essa mensagem aos espectadores, aos participantes do evento”, afirmou o prefeito.

As tratativas para a reativação das fanfarras no município vêm sendo discutidas desde o primeiro semestre pela Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e se intensificaram quando o secretário Amauri Monge assumiu a pasta. Isso porque a Secretaria de Educação já desenvolvia uma ação nesse sentido, herdada dos tempos das fanfarras, com a pretensão de ampliá-la no próximo ano.

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“Esse movimento vai ao encontro do desejo da Cultura de investir nas fanfarras como atividade cultural de contraturno para as crianças das escolas municipais. Dessa forma, a Cultura se soma a essa ação transversal, em parceria com a Educação, reativando as fanfarras que estavam desativadas”, explicou o secretário Johnny Everson.

Nos encaminhamentos, identificou-se que havia equipamentos em plenas condições de uso, outros que precisavam de reforma (e já foram recuperados), além da necessidade de adquirir novos instrumentos. A Secretaria de Educação providenciou a compra de dois kits de instrumentos para atender o início dos trabalhos.

“Mostramos ao prefeito o que já está sendo realizado, com o objetivo de compartilhar os planos de ampliação do projeto para o próximo ano, quando se pretende atender até 20 escolas. Além disso, buscamos alinhar as ações com as expectativas do prefeito, colher orientações e seguir trabalhando dentro daquilo que ele considera prioridade”, disse o secretário Johnny Everson.

Segundo o secretário Amauri Monge, “assim, o projeto de fanfarras se consolida como uma iniciativa conjunta entre Educação e Cultura, fortalecendo a transversalidade das políticas públicas e ampliando as oportunidades culturais e educacionais para os estudantes”.

Também participaram da reunião instrutores de fanfarras e representantes da área de interação com as escolas.

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Música nas Escolas

O projeto Música nas Escolas tem como objetivo resgatar a tradição da prática musical nas unidades de ensino, por meio da formação de bandas e fanfarras. Além de estimular a disciplina, a iniciativa fortalece o trabalho em equipe e contribui para o sentimento de pertencimento dos alunos à escola.

É uma ação conjunta entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Secretaria Municipal de Educação.

Atualmente, três escolas já desenvolvem atividades musicais, atendendo cerca de 180 alunos:

  • EMEB Ana Teresa Arcos Krause – Jardim Industriário

  • EMEB Francisca Martins Figueiredo – Jardim Eldorado

  • EMEB Dep. Ulisses Silveira Guimarães – Ouro Fino

Outras duas escolas devem ser incluídas até o final do ano, alcançando cerca de 260 estudantes. Para o próximo ano, está prevista a expansão do projeto para mais 15 escolas, conforme aprovação do prefeito e das secretarias envolvidas.

No desfile de 7 de Setembro deste ano, participarão as escolas EMEB Ana Teresa Arcos Krause e EMEB Francisca Martins Figueiredo.

#PraCegoVer

A foto mostra as equipes da Cultura e da Educação reunidas com o prefeito Abilio Brunini. São seis pessoas, três de cada lado de uma mesa comprida, e o prefeito sentado de frente para todos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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