AGRONEGÓCIO

Família Real Árabe quer investir no agro da Bahia

Publicado em

Sob o controle da familia Real, o fundo árabe Mubadala Capital pretende investir R$ 12 bilhões para a produzir combustíveis a partir de uma espécie de planta brasileira, a Macaúba. A Acelen, empresa controlada pelo fundo árabe Mubadala Capital, da família real do Abud Dhabi, nação dos Emirados Árabes Unidos, está pronta para investir pelo menos R$ 12 bilhões em uma iniciativa para transformar uma planta no Brasil em um centro de produção de biocombustíveis. O projeto vai focar em biodiesel e querosene de aviação renovável.

Projeto é ousado e mostra a intenção da Família Real Árabe de investir no agro brasileiro. Conforme as informações divulgadas, a empresa adquiriu da Petrobras a Refinaria de Mataripe, localizada em Camaçari (BA), e agora tem grandes planos para seus investimentos no país. Esses combustíveis são extraídos de fontes de biomassa renovável, oferecendo uma opção para substituir os combustíveis convencionais baseados em petróleo e gás natural, seja de forma completa ou parcial.

A empresa pretende iniciar a produção de combustíveis renováveis em 2026. A Acelen, tem planos de produção de biocombustíveis utilizando como matéria-prima uma planta originária do Brasil. Para tal, está prevista a construção de uma instalação produtiva (uma biorrefinaria) no estado da Bahia, com um investimento projetado em R$ 12 bilhões ao longo dos próximos dez anos, aguardando a confirmação no primeiro semestre da corrente ano. Os combustíveis renováveis ​​são obtidos a partir de fontes de biomassa, um recurso orgânico não derivado de fósseis. Na primeira fase do projeto, o refino será com óleo de soja e matérias-primas complementares, mostrando que a Família Real Árabe vai investir no agro brasileiro.

Leia Também:  Pressão de oferta e demanda em queda impacta o mercado do boi gordo

Na segunda fase, os magnatas do petróleo, planejam usar o fruto da palmeira nativa do Brasil, a Macaúba para produzir 1 bilhão de litros de diesel verde e combustível sustentável de aviação por ano. Neste cenário, para abastecer a produção, haverá o plantio de 200 mil hectares — a área equivale a duas vezes o território de Abu Dhabi. De acordo com Rodrigo Paes, diretor de relações estratégicas do Mubadala no Brasil, entre 20% e 25% dessas terras serão cultivadas por agricultores familiares com até 100 hectares.

Cadeia produtiva da macaúba A Acelen irá se dedicar ao desenvolvimento da cadeia produtiva da macaúba. Para isso, será estabelecido um centro de tecnologia agronômica em Montes Claros, Minas Gerais, que incluirá um banco de sementes e viveiros. A etapa seguinte será o início do plantio em fazendas experimentais. Luiz de Mendonça, presidente-executivo da Acelen, expressou o desejo da empresa de beneficiar os pequenos agricultores da região, fornecendo o impulso inicial necessário. “Na minha vivência no setor agropecuário, perceber que ao introduzir um novo cultivo em uma nova área, é essencial investir e demonstrar suas previsões. O agricultor prefere aprender com os erros alheios” – Luiz de Mendonça, presidente-executivo da Acelen. Prevê-se o início das obras ainda este ano, com a produção industrial começando no final de 2026, utilizando inicialmente óleo de soja como matéria-prima. Dado que a macaúba leva cerca de cinco anos para frutificar, planeja-se uma transição gradual para seu uso.

Leia Também:  Exportações de suco de laranja para a União Europeia voltam a cair em fevereiro, aponta Cepea

Espera-se que a produção da Acelen seja direcionada principalmente para o mercado externo, gerando cerca de 90.000 empregos diretos e indiretos e reduzindo as emissões de dióxido de carbono em até 80% pela substituição de combustíveis fósseis.

Fonte: Revista OESTE

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

Published

on

Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

Leia Também:  Chuvas intensas ameaçam Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA