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Faesp produz material explicativo sobre condições para adesão de produtores à renegociação de dívidas aprovada pelo CMN

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) produziu um informe técnico detalhado sobre a Resolução Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.123/2024, publicada em 28 de março de 2024, que autorizou a renegociação de dívidas contraídas em instituições financeiras por produtores rurais afetados por adversidades climáticas ou dificuldades de comercialização em função de redução dos preços de mercado. O objetivo do Informe técnico é facilitar a compreensão dos produtores a respeito das condições de elegibilidade para a renegociação, já que a Resolução se refere a 17 estados brasileiros e está atrelada a algumas culturas (soja e milho e bovinocultura de carne e leite), com variáveis em cada estado. Uma tabela ilustrada simplifica quais produtos serão compatíveis com a renegociação de até 100% do principal das parcelas, vencidas ou vincendas no período de 2 de janeiro a 30 de dezembro de 2024, das operações de crédito rural de investimento em adimplência em 30 de dezembro de 2023.

“Como a resolução estabelece um prazo curto para adesão dos produtores em condições de elegibilidade, até 31 de maio próximo, decidimos colaborar com os produtores, encaminhando o material informativo simplificado, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, para ampla divulgação aos sindicatos e produtores rurais do Estado de São Paulo. Afinal, a medida será de grande valia àqueles que se encontrarem dentro do enquadramento proposto pela resolução do CMN e não queremos que ninguém perca a oportunidade.”, afirmou Tirso de Salles Meirelles, presidente da Faesp.

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No Estado de São Paulo a resolução contempla as operações de soja, milho e pecuária de leite. Produtores de bovinos de corte não foram contemplados no Estado de São Paulo. Outros estados contemplados com a resolução foram Amazonas (AM), Amapá (AP), Acre(AC), Espirito Santo (ES), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Goiânia (GO), Pará (PA), Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Sul (RS), Rondônia(RO), Roraima (RR), Santa Catarina (SC) e Tocantins (TO).

Mas a bovinocultura de corte e outras atividades agropecuárias que tenham sido prejudicadas por condições climáticas ou dificuldade de comercialização em SP poderão solicitar renegociação com fundamento base no dispositivo MCR 11-1-4, desde que sejam financiadas com recursos do BNDES. Nesse caso, também é necessário o encaminhamento de um pedido formal de renegociação, sempre antes da data de vencimento, bem como a apresentação de laudo técnico e planilha de capacidade de pagamento. A repactuação nessa situação terá de ser feita caso-a-caso com a respectiva instituição financeira. Dois anexos foram acrescidos ao informe técnico da Faesp com o detalhamento desses mecanismos de renegociação aos produtores interessados.

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A Faesp explica aos produtores rurais cujas operações se enquadrem na resolução 5.123/2024, a necessidade de envio de ofício ou e-mail à agência bancária na qual a operação teve origem, com um pedido formal de adesão à renegociação, mencionando o número do contrato da operação e a Resolução que embasa a renegociação (Res. CMN nº 5.123/2024) e recomenda atenção redobrada no momento da assinatura dos aditivos, evitando a substituição do instrumento de crédito, a alteração da natureza da operação, a fonte de recursos e os encargos financeiros da operação.

Fonte: FAESP

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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