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Exposição no Morro da Caixa D’Água celebra ícones da cultura cuiabana

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Celebrando a força da cultura cuiabana por meio da arte e da saúde mental, a exposição “Saúde Mental, Arte e Liberdade” foi inaugurada com emoção no Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá. A mostra inicia nesta terça-feira e destaca esculturas de personalidades simbólicas da capital como o poeta Manoel de Barros, o lendário ambulante Zé Bolo Flô e a irreverente Maria Taquara, criadas por pacientes da rede pública de saúde mental.

Também reúne obras da artista Cida Silva e de pacientes da rede pública de saúde mental, frutos de oficinas terapêuticas conduzidas ao longo de semanas em unidades do município e do Estado.

“Além das obras que eu mesma produzi, que expressam meus sentimentos e emoções, eu quis trazer também os trabalhos realizados pelos pacientes internados. O Adauto já desenvolve um trabalho com arteterapia há bastante tempo, acompanhado por profissionais da área. As obras mostram que a arte é para todos. Temos aqui três esculturas de ícones da cultura cuiabana: Manoel de Barros, escritor e poeta; o ambulante Zé Bolo Flô, um poeta andarilho; e Maria Taquara, conhecida por trajar calças em uma época em que isso era raro entre as mulheres”, destacou a artista.

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Cida Silva é enfermeira aposentada. Ela começou a pintar inspirada no cotidiano vivido durante sua carreira na área da saúde mental. Com ampla experiência na saúde pública, atuou principalmente na atenção primária, incluindo o Hospital Adauto Botelho, onde trabalhou com pacientes em tratamento de transtornos mentais.

Presente na abertura, a vereadora Maria Avalone reforçou o impacto da exposição. “A mostra está linda, maravilhosa, e trata de um tema importantíssimo: a saúde mental. A Cida, com sua sensibilidade, conduziu um trabalho incrível com os pacientes. Eles tiveram acesso a materiais que nunca tinham experimentado, e isso transforma vidas. Que venham mais projetos como esse.”

A vereadora também agradeceu o apoio do deputado estadual Carlos Avallone, responsável por uma emenda parlamentar que contribuiu para viabilizar o projeto. “Meu agradecimento especial ao deputado Carlos Avallone, que se sensibilizou e destinou recursos para essa iniciativa. Esse apoio é fundamental. Estou muito orgulhosa de participar disso.”

Celso Falaschi, vice-presidente da União Brasileira das Associações de Arteterapia (UBAAT), ressaltou o valor simbólico e prático da iniciativa. “A exposição mostra como a arte pode humanizar o cuidado em saúde mental, especialmente neste momento em que o SUS e o Ministério da Saúde passam a regulamentar esse tema com mais profundidade. É um passo necessário e pioneiro para Mato Grosso.”

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A exposição segue aberta ao público de 13 de maio a 27 de junho, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sem interrupção para o almoço. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha está localizado na Rua Comandante Costa, s/n, esquina com a Rua Nossa Senhora de Santana, no Centro-Sul de Cuiabá.

#PraCegoVer

A imagem mostra a artista Cida Silva, que usa um vestido verde com uma leve estampa. Ela está na companhia de três visitantes que apreciam a escultura de Maria Taquara, conhecida pelos cuiabanos por usar calças em uma época em que isso era raro entre as mulheres.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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