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Exportações impulsionam o mercado de trigo no Brasil

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O mercado de trigo no Brasil apresenta um cenário de exportações aquecidas, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as vendas externas ganham força com embarques previstos para fevereiro, enquanto o mercado local segue em ritmo mais lento. De acordo com a TF Agroeconômica, as cotações para o trigo padrão moagem no estado alcançam R$ 1.300,00 por tonelada na Serra Gaúcha, com pagamento agendado para março. Em negociações mais próximas aos moinhos, os preços foram registrados em torno de R$ 1.250,00 FOB, com retirada programada para fevereiro. No segmento de trigo branqueador, os vendedores estão pedindo no mínimo R$ 1.550,00 FOB.

Impacto do câmbio e importações de trigo argentino

O câmbio favorável tem sido um dos principais impulsionadores das exportações de trigo, resultando em volumes significativos negociados. O trigo Milling, destinado à moagem, foi cotado entre R$ 1.370,00 e R$ 1.400,00 para entrega entre janeiro e fevereiro, dependendo das condições de pagamento. Já o trigo destinado à ração foi negociado por R$ 1.320,00, com liquidação prevista para o final de fevereiro. Além disso, a chegada de 60 mil toneladas de trigo argentino tem auxiliado na demanda do mercado gaúcho, especialmente para melhorar a qualidade das farinhas locais, que enfrentam limitações devido a problemas na safra, apesar da boa qualidade de alguns lotes.

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Santa Catarina e Paraná: Cenário diverso

Em Santa Catarina, os preços do trigo se mantêm mais altos em comparação com o Rio Grande do Sul, com as cooperativas recebendo os últimos lotes da safra local. Os triticultores estão recebendo entre R$ 68,00 e R$ 73,00 por saca, dependendo da região. O farelo de trigo segue com alta demanda, mas a baixa moagem tem dificultado o atendimento aos clientes.

No Paraná, o mercado enfrenta dificuldades para repassar os custos elevados da matéria-prima para as farinhas, o que tem travado as negociações. Moinhos aguardam uma oferta maior de trigo em janeiro e fevereiro para ampliar seus estoques. Enquanto isso, vendedores pedem R$ 1.450,00 FOB, enquanto compradores oferecem R$ 1.400,00 CIF. Apesar da morosidade no momento, há expectativa de um aumento nas transações sazonais no início do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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