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Exportações do Paraná Alcançam US$ 15,9 Bilhões nos Oito Primeiros Meses de 2024

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O Paraná alcançou exportações no valor de US$ 15,9 bilhões de janeiro a agosto de 2024, consolidando-se como o maior exportador da região Sul do Brasil, à frente do Rio Grande do Sul (US$ 13 bilhões) e de Santa Catarina (US$ 7,5 bilhões). Este desempenho representa 7% do total exportado pelo Brasil, que somou US$ 227 bilhões no período. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MIDC), organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Os alimentos foram os protagonistas das exportações paranaenses, com mais de US$ 10 bilhões em vendas externas entre janeiro e agosto. A soja liderou as exportações alimentícias com US$ 4,3 bilhões, seguida pela carne de frango ‘in natura’ com US$ 2,4 bilhões, farelo de soja com US$ 995 milhões e açúcar bruto com US$ 857 milhões.

Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, atribui os resultados à robusta capacidade produtiva do estado no setor alimentício e ao reconhecimento crescente dos produtos paranaenses no mercado internacional. “O Paraná é reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que tem potencializado nossas exportações de proteína animal. Esse reconhecimento é fruto dos esforços conjuntos dos produtores e do Governo do Paraná, possibilitando a abertura de novos mercados”, afirmou.

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Além dos alimentos, outros produtos também se destacaram nas exportações do estado, como papel (US$ 568 milhões), celulose (US$ 426 milhões), madeira (US$ 376 milhões), automóveis (US$ 296 milhões) e óleos combustíveis (US$ 289 milhões).

Desempenho Mensal

Em agosto de 2024, o Paraná exportou US$ 2,22 bilhões, o melhor resultado desde setembro de 2023, quando o estado exportou US$ 2,24 bilhões. Este resultado também representa um aumento de 5,7% em relação ao mês anterior, julho de 2024.

Principais Destinos

A China continua sendo o principal destino das exportações paranaenses, absorvendo quase 30% das exportações do estado, com um total de US$ 4,6 bilhões entre janeiro e agosto, dos quais US$ 4,3 bilhões foram de alimentos. Outros destinos importantes incluem os Estados Unidos (US$ 1 bilhão), México (US$ 645 milhões), Argentina (US$ 623 milhões), Chile (US$ 406 milhões), Paraguai (US$ 404 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 381 milhões) e Holanda (US$ 380 milhões).

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café recua nas bolsas internacionais, mas colheita lenta no Brasil sustenta preços no físico

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O mercado de café encerrou esta quarta-feira (29) em queda nas bolsas internacionais, refletindo um movimento técnico de ajuste e a pressão do cenário global. Apesar do recuo, o ritmo mais lento da colheita no Brasil tem reduzido o impacto negativo no mercado físico, sustentando os preços internos.

Bolsas internacionais registram queda

Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica fecharam em baixa. O vencimento julho/26 recuou para 293,85 cents por libra-peso, com perda de 105 pontos. O contrato setembro/26 terminou em 284,05 cents/lb, também com queda de 105 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 276,05 cents/lb, com baixa de 95 pontos.

Em Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo. O contrato julho/26 fechou em US$ 3.446 por tonelada, com recuo de 35 pontos. O setembro/26 caiu para US$ 3.359 por tonelada, enquanto o novembro/26 terminou em US$ 3.288 por tonelada, com perdas de 33 e 31 pontos, respectivamente.

Expectativa de safra pressiona o mercado

O movimento de baixa está ligado, principalmente, ao ajuste de posições no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta com a entrada da safra brasileira. Esse fator segue como principal vetor de pressão no curto prazo.

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A perspectiva de uma produção elevada, com possibilidade de recorde, continua no radar dos agentes e reforça o viés baixista estrutural.

Colheita lenta no Brasil muda dinâmica

No cenário interno, porém, o mercado apresenta sinais distintos. De acordo com o Cepea, a colheita de café arábica ainda avança de forma lenta na maior parte das regiões produtoras.

Os trabalhos estão mais adiantados apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. Já regiões relevantes, como Sul de Minas e Cerrado Mineiro, ainda não iniciaram a colheita de forma consistente. Em estados como São Paulo e Paraná, o avanço também é limitado, com volumes reduzidos.

Esse atraso na entrada da nova safra reduz a pressão imediata de oferta, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado físico.

Mercado físico segue travado e seletivo

No Brasil, o comportamento das negociações segue heterogêneo. O café arábica apresenta negócios pontuais, com produtores mais cautelosos diante da volatilidade e aguardando melhores oportunidades de venda.

Por outro lado, o café conilon mantém maior fluidez, impulsionado por demanda ativa e maior volume de negociações.

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Câmbio segue no radar do produtor

Outro fator relevante é o câmbio. A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, pressionando os preços internos. Em contrapartida, a alta da moeda norte-americana melhora a paridade de exportação e pode estimular a comercialização.

Mercado entra em fase de transição

O mercado de café vive um momento de transição. Enquanto as bolsas refletem o peso das expectativas de maior oferta, o atraso na colheita brasileira impede quedas mais acentuadas no curto prazo.

A combinação entre ritmo da safra, comportamento do câmbio e dinâmica da demanda será determinante para a formação dos preços nas próximas semanas. A volatilidade segue elevada, exigindo estratégia e atenção redobrada por parte dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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