AGRONEGÓCIO
Exportações do Agronegócio Capixaba Batem Recorde em Janeiro de 2025
Publicado em
18 de fevereiro de 2025por
Da Redação
O ano de 2025 começou com resultados positivos para as exportações do agronegócio capixaba. Em janeiro, as divisas geradas pelo setor somaram mais de US$ 320,9 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), superando todos os registros anteriores para o mês desde o início da série histórica. Esse desempenho representa um crescimento de 63,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando as exportações totalizaram US$ 195,8 milhões.
O aumento significativo no valor das exportações do Estado contrastou com o desempenho nacional. Enquanto o Brasil registrou uma queda de 5,3% no valor comercializado e de 21,2% no volume, o Espírito Santo embarcou mais de 220,6 mil toneladas de produtos agropecuários para o exterior.
Destaques por Produto
Os itens que apresentaram maior crescimento no valor comercializado foram: café solúvel (+168,1%), pescados (+130,2%), café cru em grãos (+119,1%), álcool etílico (+40,7%), gengibre (+22,9%), mamão (+18,9%) e celulose (+0,7%).
Em relação ao volume exportado, os destaques foram: pescados (+139,6%), café solúvel (+87,5%), álcool etílico (+48,1%), gengibre (+35,2%), café cru em grãos (+21,4%), mamão (+18,9%) e carne de frango (+11,8%).
Principais Mercados e Participação do Agro nas Exportações do Estado
Os produtos capixabas chegaram a 87 países em janeiro. Os Estados Unidos lideraram como principal destino, respondendo por 15% do valor comercializado, seguidos pela China, com 9%. O agronegócio representou 35,7% de todas as exportações do Espírito Santo no período.
“Os dados reforçam a competitividade do setor agropecuário capixaba no cenário internacional. Esse é um resultado do trabalho e da resiliência dos produtores e agroindústrias do Estado, que conquistam mercados em todos os continentes com produtos de qualidade e sustentáveis”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.
Produtos de Maior Representatividade
Os dez produtos com maior geração de divisas no mês de janeiro foram:
- Complexo cafeeiro: US$ 202,1 milhões (63%)
- Celulose: US$ 82,3 milhões (25,7%)
- Pimenta-do-reino: US$ 21,2 milhões (6,6%)
- Álcool etílico: US$ 2,7 milhões (0,85%)
- Mamão: US$ 2,5 milhões (0,79%)
- Carne bovina: US$ 1,8 milhão (0,57%)
- Chocolates e derivados de cacau: US$ 1,8 milhão (0,55%)
- Gengibre: US$ 1,1 milhão (0,34%)
- Pescados: US$ 781 mil (0,24%)
- Carne de frango: US$ 617 mil (0,19%)
Outros produtos diversificados do agronegócio totalizaram US$ 3,9 milhões (1,21%).
O Papel do Complexo Cafeeiro nas Exportações
O café capixaba se consolidou, mais uma vez, como o carro-chefe das exportações do setor. Em 2024, o complexo cafeeiro representou 60% do valor total exportado pelo agronegócio capixaba. No primeiro mês de 2025, essa participação cresceu para 63%, impulsionada pela alta dos preços no mercado internacional.
“O café continua sendo o destaque absoluto do agronegócio capixaba. O conilon, principal formador de renda no meio rural do Estado, teve papel essencial nesses resultados. Hoje, ele está presente em cerca de 50 mil propriedades rurais capixabas”, reforça Bergoli.
O Espírito Santo também se destacou como líder nacional na exportação de gengibre (53% do total), pimenta-do-reino (78,5%) e mamão (41%). Além disso, ultrapassou São Paulo na comercialização do complexo cafeeiro, assumindo a segunda posição no ranking nacional das exportações de café e seus derivados.
Os resultados expressivos do primeiro mês do ano demonstram a força do agronegócio capixaba, impulsionado pelo bom desempenho do café, pelo aumento dos preços internacionais e pela valorização do dólar. Esse cenário reforça a posição do Estado como um dos principais exportadores de produtos agropecuários do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do milho recua no Brasil com início da colheita da safrinha e pressão do mercado internacional
Published
3 minutos agoon
1 de junho de 2026By
Da Redação
O mercado brasileiro de milho iniciou junho sob forte pressão baixista, refletindo o avanço da colheita da segunda safra, a retração dos compradores no mercado físico e o cenário internacional desfavorável. A combinação entre expectativa de maior oferta, recuo das cotações em Chicago e enfraquecimento da paridade de exportação tem mantido os preços em queda em diversas regiões produtoras do país.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que os preços do cereal voltaram a recuar na maior parte das praças acompanhadas, influenciados principalmente pela ausência de compradores ativos no mercado spot e pela expectativa de entrada mais intensa da safrinha nas próximas semanas.
A colheita ainda está concentrada nos estados de Mato Grosso e Paraná, mas já exerce impacto relevante sobre as negociações. Em Sorriso (MT) e no Norte do Paraná, as médias parciais de maio registraram quedas de 11% e 8%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Safrinha aumenta oferta e amplia pressão sobre os preços
Segundo analistas de mercado, a perspectiva de uma safra volumosa reforça a postura cautelosa dos compradores, que aguardam preços ainda mais baixos com o avanço dos trabalhos de campo entre junho e julho.
Nem mesmo os episódios climáticos observados em algumas regiões produtoras foram suficientes para interromper o movimento de baixa. Temperaturas elevadas e falta de chuvas em áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul, além de geadas registradas no Paraná, seguem sendo monitoradas, mas não alteraram significativamente a percepção de oferta abundante.
As exceções ficaram por conta de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde os preços apresentaram maior firmeza. No território gaúcho, a colheita da safra de verão está praticamente concluída, reduzindo a disponibilidade imediata do cereal.
Mercado futuro acumula perdas em maio
Na B3, os contratos futuros do milho encerraram maio em queda, acompanhando o comportamento observado na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em setembro acumulou recuo de 5,44% no mês, enquanto a média Cepea registrou desvalorização de 2,99%.
O movimento foi impulsionado pela retirada dos prêmios de risco geopolítico nos mercados internacionais, pelo avanço do plantio norte-americano e pela manutenção de estoques considerados confortáveis, fatores que ampliam o poder de negociação dos compradores.
Em Chicago, os contratos também encerraram maio no vermelho. O vencimento julho acumulou perda superior a 5% no mês, refletindo o bom desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos e a menor preocupação com riscos climáticos no curto prazo.
Comercialização segue lenta nas principais regiões produtoras
O mercado físico permanece marcado pela baixa liquidez. Em diversas regiões, compradores e vendedores seguem distantes nas negociações.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca. Em Santa Catarina, produtores pedem valores próximos de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda trabalha em torno de R$ 65,00.
No Paraná, os elevados estoques limitam reações nos preços, com negócios próximos de R$ 60,00 a R$ 65,00 por saca. Já em Mato Grosso do Sul, o avanço da colheita da segunda safra mantém as cotações entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.
Nos portos, a situação também não favorece os vendedores. Em Santos, as indicações variam entre R$ 65,00 e R$ 69,00 por saca. Em Paranaguá, os preços oscilam entre R$ 65,00 e R$ 68,00.
Especialistas recomendam intensificar vendas e proteger margens
Diante do atual cenário, analistas recomendam cautela aos produtores e maior disciplina comercial. A orientação é aproveitar eventuais repiques de preços para avançar nas vendas do milho disponível, evitando retenção excessiva na expectativa de recuperação imediata das cotações.
A avaliação predominante é de que os fundamentos seguem baixistas no curto prazo. A entrada da safrinha, combinada com a pressão internacional e o dólar mais fraco frente ao real, reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.
Para a safra 2025/26, especialistas defendem a comercialização escalonada e a utilização de ferramentas de proteção de preços, como operações de hedge, especialmente para volumes ainda não negociados.
Cooperativas e cerealistas também encontram oportunidades no atual ambiente de mercado, aproveitando a pressão sazonal para ampliar posições de compra e fortalecer operações de armazenagem, enquanto as indústrias consumidoras podem manter aquisições graduais sem necessidade de antecipação agressiva.
Mercado internacional mantém viés negativo
No cenário global, o milho continua pressionado pelo bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas, pela desaceleração das exportações semanais dos Estados Unidos e pela ausência de compras expressivas por parte da China.
Apesar disso, alguns fatores limitam quedas mais acentuadas. Entre eles estão a persistência da seca em Nebraska, um dos principais estados produtores dos EUA, e o desempenho acumulado das exportações norte-americanas ao longo da temporada.
Os investidores também acompanham atentamente os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre os mercados de energia e commodities agrícolas.
Perspectiva para junho
A tendência para as próximas semanas permanece de pressão sobre os preços do milho no Brasil. O avanço da colheita da safrinha deverá aumentar significativamente a disponibilidade do cereal no mercado interno, enquanto a demanda segue cautelosa.
Com compradores aguardando melhores oportunidades e exportações enfrentando dificuldades de competitividade, o setor deve continuar monitorando o ritmo da colheita, as condições climáticas e o comportamento das bolsas internacionais, fatores que serão determinantes para a formação dos preços durante junho e julho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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