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Exportações de Suco de Laranja Podem Enfrentar Alta Tributação nos EUA, Aponta Itaú BBA

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Segundo análise do Itaú BBA, publicada no relatório Agro Mensal, a medida tende a elevar significativamente o custo do produto brasileiro no mercado norte-americano — principal destino do suco nacional — e pode forçar o setor citrícola a buscar novos mercados.

Novas Tarifas Ameaçam Competitividade do Produto Brasileiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa adicional de 10% sobre produtos importados do Brasil. Essa alíquota se somaria à já existente, de US$ 415 por tonelada de suco de laranja exportada. Na prática, o custo final do produto brasileiro no mercado norte-americano aumentaria consideravelmente, reduzindo sua competitividade frente a outros fornecedores.

Brasil Lidera Fornecimento de Suco de Laranja aos EUA

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que apenas 10% da oferta de suco de laranja no país é de produção local. O restante — mais de 90% — vem de países como Brasil e México. Em 2024, o Brasil respondeu por 71% das importações norte-americanas, enquanto o México foi responsável por 24%.

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Impacto Financeiro Pode Dobrar com Nova Alíquota

Entre julho de 2024 e março de 2025, o Brasil exportou cerca de 249 mil toneladas de suco de laranja (equivalente FCOJ) para os EUA, a um preço médio de US$ 4.398,30 por tonelada. No período, o país pagou aproximadamente US$ 103,4 milhões em tarifas. Com a nova taxa de 10%, esse valor saltaria para cerca de US$ 213 milhões, o que representa aproximadamente R$ 1,3 bilhão, considerando a cotação de R$ 5,89.

EUA São o Principal Destino, Mas Novas Rotas Podem Ser Necessárias

Atualmente, os Estados Unidos representam 35% do destino do suco de laranja brasileiro, seguidos por Bélgica (28%) e Holanda (23%). Diante do possível aumento dos custos, o setor citrícola brasileiro pode ser obrigado a redirecionar suas exportações para outros mercados estratégicos, como União Europeia, China e Japão, em busca de alternativas que garantam a viabilidade econômica do setor.

Caso a nova tributação norte-americana entre em vigor, o Brasil poderá enfrentar desafios significativos na manutenção de sua liderança nas exportações de suco de laranja. O aumento expressivo nos custos pode acelerar o movimento de diversificação de mercados por parte da indústria citrícola, em um cenário que exigirá agilidade e estratégia para mitigar perdas e preservar competitividade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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