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Lavoro divulga Relatório de Sustentabilidade 2022/2023

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A Lavoro, primeira distribuidora de insumos agrícolas da América Latina a ter as ações listadas na Nasdaq, bolsa de valores americana, acaba de publicar o seu Relatório de Sustentabilidade 2022/2023, documento que engloba todas as ações de inovação, governança, desempenho social e ambiental realizadas pela empresa durante o período, em suas operações no Brasil e na Colômbia.

Sustentabilidade é um dos pilares do grupo, que tem um compromisso firmado com o Pacto Global das Nações Unidas, construindo um trabalho dentro da Agenda de 2030 da ONU, visando uma agricultura sustentável, produção responsável e crescimento econômico. Até o momento, 59% das metas ESG voluntárias, definidas na última safra, já foram iniciadas.

“Os últimos dois anos representaram um grande avanço para a nossa agenda em prol de uma agricultura mais sustentável. Em 2023, nós avançamos com a presença de mercado em produtos de marca própria sob a gestão da Crop Care. Para a próxima safra, devemos inaugurar a maior planta de biológicos do Brasil, o que reforça nosso crescimento e compromisso com a sustentabilidade no campo”, destaca Ruy Cunha, CEO da Lavoro.

Ainda durante o ciclo 22/23, a Lavoro colocou em prática o Programa de Rastreabilidade, onde cerca de 24 mil clientes de todo o Brasil e 60 mil fazendas estão cadastrados. Isso permite avaliar a regularidade ambiental, por meio do Protocolo Lavoro, de uma ponta à outra da cadeia produtiva de grãos e outras commodities.

De acordo com Monique Cardoso, Gerente Corporativa de Sustentabilidade da Lavoro, o Programa de Rastreabilidade vem se mostrando uma ferramenta imprescindível para garantir uma produção agrícola 100% conforme. Em apenas um ano de Programa, a Lavoro conseguiu rastrear mais de 39 milhões de hectares, e 100% da originação de grãos via Barter.

“O Programa de Rastreabilidade nos dá a certeza e segurança de que a soja, milho, trigo, café, algodão e outros cultivos produzidos por nossos clientes, serão aceitos em todos os mercados, sem qualquer restrição. Também reforça que nos mantemos em linha com práticas que respeitem pessoas, comunidades e meio ambiente.”, explica Monique.

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A Lavoro também cresceu em volume de negócios. No ciclo 22/23, sete diferentes empresas se uniram ao Grupo Lavoro e mais de 25 lojas foram abertas ou incorporadas a plataforma. Atualmente, a companhia conta com mais de 74 mil clientes e 220 lojas no Brasil e Colômbia.

“Nós alcançamos a marca de 36 empresas no grupo. Durante essa safra, duas novas empresas entraram para nosso portfólio, a Referência Agroinsumos e a Cromo Química. Além disso, abrimos nossa maior loja na América Latina, em Sorriso (MT). Foi um ciclo de grandes conquistas, e temos grandes planos para os próximos também”, destaca Cunha.

Crop Care em 2022/2023

A holding Crop Care, responsável pelo portfólio de produtos de marca própria da Lavoro, também teve um grande ciclo. Em 22/23, a companhia avançou na construção do site industrial de Itápolis, interior de São Paulo, e já inaugurou um centro de distribuição e um laboratório para desenvolvimento de novos produtos de última geração. A nova fábrica, operada pela Agrobiológica Sustentabilidade, empresa da holding especializada na produção de bioinsumos, deve se tornar o maior site produtivo de biológicos do Brasil. O portfólio da Agrobiológica já está disponível em mais de 200 pontos de venda em todo o Brasil, alcançando mais de 10 mil produtores rurais.

“Com o início da operação da nova fábrica, prevista para o início de 2024, teremos a possibilidade de acelerar o desenvolvimento do pipeline da Agrobiológica, com a previsão de lançamento de 20 novos produtos nos próximos 3 anos. Estamos muito empolgados para a inauguração da nova planta de biológicos, é um marco para nós como empresa, e um marco para o mercado nacional de bioinsumos”, afirma Marcelo Pessanha, CEO da Crop Care.

Em janeiro, a Crop Care adquiriu a Cromo Química, especializada na produção de adjuvantes de alta performance e potencializadores para agricultura, com foco nas culturas de soja, milho, algodão e cultivos de inverno.

Maior distribuidora de insumos para o setor florestal brasileiro

A Lavoro tornou-se a maior distribuidora de insumos para silvicultura do Brasil por meio da Futuragro Florestal, uma das revendas do grupo, sediada em Campo Largo (PR), detentora de cerca de 50% de participação no mercado nacional de produtos para este segmento.

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“A silvicultura é uma das dez principais culturas atendidas pela distribuição de insumos na Lavoro. Hoje, abastecemos gigantes da produção de papel e celulose, energia, biomassa, carvão vegetal e outros segmentos madeireiros. Para atender esse mercado tão específico, contamos com uma equipe técnica altamente treinada e preparada, formada por engenheiros agrônomos e florestais”, destaca Cunha.

Selo Great Place do Work, inclusão e segurança

Na Safra 2022/2023, a Lavoro recebeu a certificação Great Place To Work (GPTW) pelo terceiro ano consecutivo. Atualmente, a empresa conta com 3.759 colaboradores, sendo 34% mulheres e 66% homens, e 1.080 Representantes Técnicos de Vendas (RTVs).

Em termos de igualdade e equidade, o Cluster Colômbia serve de exemplo para a inclusão de colaboradores negros e indígenas. A força de trabalho local inclui pessoas refugiadas ou migrantes de outros países e reintegradas a partir do processo de paz que o país vive desde 2016.

“Nós investimos muito em ações de treinamento para nossos funcionários, visando oferecer o melhor serviço aos nossos clientes. Estimamos que nosso colaborador tenha uma média de 29 horas de treinamento computado, o que é um volume excelente, representando um aumento de cinco vezes em relação à safra anterior”, aponta o CEO da Lavoro.

Pensando em questões de governança e na segurança de seus colaboradores, na Colômbia, a Lavoro substituiu todas as bombas costais para aplicação manual de defensivos nas culturas de cana-de-açúcar e palma a fim de reduzir riscos de acidentes de trabalho. Os novos equipamentos são modelos elétricos, que eliminam o uso de compressor de ar.

No Brasil, o uso de EPI é obrigatório para todos os trabalhadores de lojas ou fábricas envolvidos em atividades classificadas como de risco operacional.

Fonte: Hill + Knowlton Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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