AGRONEGÓCIO

Exportações de Soja do Brasil Devem Crescer 10% em 2025, Confirma USDA

Publicado em

O mercado internacional de soja projeta uma ampla oferta global da oleaginosa para a temporada 2024/25, com estimativas de um aumento significativo nas exportações brasileiras. Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura (USDA) confirmou em seu relatório de julho que a safra deverá ser abundante.

As exportações de soja do Brasil devem totalizar 107 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 10% em relação aos 97 milhões de toneladas previstos para 2024, segundo dados de Safras & Mercado. A consultoria também projeta um esmagamento de 55,5 milhões de toneladas em 2025, frente a 54,3 milhões de toneladas em 2024. As importações deverão cair de 970 mil toneladas em 2024 para 150 mil toneladas em 2025.

Para a temporada 2025, a oferta total de soja no Brasil deve crescer 11%, atingindo 174,55 milhões de toneladas. A demanda total está projetada em 166 milhões de toneladas, um aumento de 8% em comparação ao ano anterior. Com isso, os estoques finais devem subir expressivamente, de 2,859 milhões para 8,551 milhões de toneladas, um crescimento de 199%.

A produção de farelo de soja deve alcançar 42,7 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 2%. As exportações de farelo, no entanto, devem cair 2%, totalizando 22 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado para crescer 9%, chegando a 20,3 milhões de toneladas. Os estoques de farelo devem aumentar 19%, atingindo 2,52 milhões de toneladas.

Leia Também:  Mercado de milho reage no Brasil, mas spread entre oferta e demanda ainda limita negócios

A produção de óleo de soja deve crescer 2%, chegando a 11,13 milhões de toneladas. As exportações de óleo de soja devem diminuir 20%, totalizando 1 milhão de toneladas, enquanto o consumo interno deve aumentar 7%, chegando a 10,3 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve crescer 11%, atingindo 6,2 milhões de toneladas, com estoques caindo 27%, para 415 mil toneladas.

Relatório USDA

O relatório de julho do USDA prevê que a safra norte-americana de soja atingirá 4,435 bilhões de bushels em 2024/25, o que equivale a 120,7 milhões de toneladas, com uma produtividade de 52 bushels por acre. Este número superou as expectativas do mercado, que esperava 4,416 bilhões de bushels ou 120,2 milhões de toneladas. Em junho, a estimativa era de 4,45 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.

Os estoques finais estão projetados em 435 milhões de bushels, ou 11,84 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado de 445 milhões de bushels, ou 12,11 milhões de toneladas. Em junho, os estoques eram estimados em 455 milhões de bushels, ou 12,38 milhões de toneladas. O USDA manteve as estimativas de exportações em 1,825 bilhão de bushels e de esmagamento em 2,425 bilhões de bushels, inalteradas em relação ao relatório anterior.

Para 2023/24, o USDA indicou estoques de passagem de 345 milhões de bushels, enquanto o mercado esperava 353 milhões de bushels. A safra mundial de soja para 2024/25 foi projetada em 421,85 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da previsão de junho de 422,26 milhões de toneladas. Para 2023/24, a previsão é de 395,41 milhões de toneladas.

Leia Também:  Eclipse solar do dia 14 será visto do Brasil; veja os horários

Os estoques finais globais para 2024/25 estão estimados em 127,76 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 127,1 milhões de toneladas. No mês anterior, a previsão era de 127,9 milhões de toneladas. Para a temporada 2023/24, os estoques finais estão estimados em 111,25 milhões de toneladas, acima da expectativa do mercado de 110,9 milhões de toneladas.

O USDA manteve a estimativa de produção brasileira de soja em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões de toneladas para 2024/25, enquanto o mercado esperava 152,1 milhões de toneladas para a atual temporada. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi reduzida de 50 milhões para 49,5 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa inicial é de 51 milhões de toneladas, inalterada em relação ao mês anterior.

As importações chinesas de soja em 2023/24 foram estimadas em 108 milhões de toneladas, com a previsão de aumento para 109 milhões de toneladas na próxima temporada, mantendo a mesma previsão do mês anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

Published

on

Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

Leia Também:  Café: quais são os desafios climáticos para a safra 24/25 do Brasil? Confira análises da hEDGEpoint

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Leia Também:  Mercado de trigo apresenta desvalorização no final de novembro
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA