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Exportações de milho crescem nos portos do Arco Norte, aponta boletim da Conab

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As exportações de milho pelos portos do Arco Norte têm ganhado força, de acordo com o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta sexta-feira (19). Em março de 2024, esses portos foram responsáveis por 43,3% da movimentação nacional acumulada, em comparação com 36,2% no mesmo período do ano anterior.

O porto de Santos aparece em segundo lugar, com 32% da movimentação total, comparado a 25% no ano anterior. O porto de Paranaguá teve uma queda acentuada, registrando apenas 4% da movimentação, em contraste com 18,8% no período anterior. O porto de São Francisco do Sul viu um aumento, com 15,1% do total, contra 11,5% do ano passado. As regiões que mais contribuíram para essas exportações foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Maranhão.

Apesar do aumento nas exportações, o preço do milho no mercado nacional continua em queda, refletindo a superprodução do ano anterior. As exportações em março totalizaram 0,43 milhão de toneladas, uma redução significativa em comparação com 1,71 milhão em fevereiro e 1,34 milhão de toneladas no mesmo período em 2023.

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A diminuição na produção do cereal em relação à safra anterior afetou também os estoques de passagem. No entanto, a previsão de aumento de 5,5% no consumo interno, comparado ao ano anterior, beneficia especialmente dois segmentos: a produção de proteína animal, que tem custos reduzidos com a queda dos preços de exportação, e a produção de etanol, concentrada principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Quanto às exportações de soja, os portos do Arco Norte responderam por 35,3% das exportações nacionais, ligeiramente abaixo dos 37,5% do ano anterior. O porto de Santos escoou 35,9%, uma redução significativa em comparação com 43,3% no ano anterior. Em contraste, o porto de Paranaguá aumentou sua participação, atingindo 16% do total nacional, enquanto o porto de São Francisco do Sul registrou 6,8%, mais do que o dobro do ano passado.

O Boletim Logístico também aponta para tendências nos preços dos fretes rodoviários. Houve alta mais significativa em rotas que partem do Distrito Federal, enquanto outros estados, como Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Piauí, registraram queda devido à redução na demanda por fretes e retração da comercialização. O estado de São Paulo também apresentou queda nas cotações de frete, atribuído ao atraso na comercialização da soja.

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A pesquisa da Conab, nesta edição do Boletim Logístico, coletou dados em dez estados produtores, analisando aspectos logísticos do setor agropecuário, além das rotas utilizadas para escoamento da safra. Para mais informações, a edição completa do Boletim Logístico – Abril/2024 está disponível no site da Companhia Nacional de Abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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