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Exportações de madeira brasileira recuam 8% em 2026 com impacto de tarifas, dólar e custos logísticos

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As exportações brasileiras de madeira registraram retração no primeiro semestre de 2026, pressionadas pelo cenário internacional de custos elevados, oscilações cambiais e barreiras comerciais. Dados do setor apontam que os dez principais produtos acompanhados pela WoodFlow tiveram redução de 6% no volume embarcado e queda de 8% no valor exportado entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo informações do portal ComexStat, as vendas externas de produtos de madeira somaram US$ 855,2 milhões no acumulado do ano, contra US$ 929,5 milhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.

Apesar do desempenho negativo no semestre, o mercado apresentou sinais de estabilidade em junho, quando as exportações alcançaram US$ 154,4 milhões, praticamente em linha com os US$ 155 milhões movimentados em maio.

Setor madeireiro enfrenta desafios no mercado internacional

A redução das exportações brasileiras de madeira está relacionada principalmente ao aumento das incertezas no comércio global. Entre os fatores que influenciaram os resultados estão as políticas tarifárias dos Estados Unidos, a volatilidade do dólar e o avanço dos custos de produção e transporte internacional.

Para representantes do setor, esses elementos reduziram a competitividade dos produtos brasileiros diante de outros fornecedores globais.

Mesmo com as dificuldades, as empresas nacionais vêm ampliando estratégias para reduzir riscos, investindo em diversificação de produtos, mercados consumidores e maior eficiência operacional.

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Estados Unidos seguem como principal destino da madeira brasileira

O mercado norte-americano continua sendo um dos principais compradores da madeira brasileira. No primeiro semestre de 2026, os Estados Unidos responderam por 24,7% das exportações nacionais do segmento, mantendo posição estratégica para os produtores brasileiros.

A forte participação norte-americana, porém, também aumenta a exposição do setor às mudanças na política comercial do país.

Especialistas avaliam que a redução de barreiras tarifárias poderia contribuir para recuperar a competitividade dos exportadores brasileiros e melhorar as margens dos produtores.

Europa amplia exigências ambientais para produtos de madeira

Além dos Estados Unidos, a União Europeia permanece como um mercado relevante para a madeira brasileira, especialmente para produtos como compensados de pinus.

No entanto, os exportadores precisam se preparar para novas exigências ambientais. A entrada em vigor do Regulamento Europeu contra o Desmatamento (EUDR) representa uma mudança importante nos critérios de acesso ao mercado europeu.

A legislação estabelece que produtos comercializados no bloco devem comprovar que não são provenientes de áreas associadas ao desmatamento após 2020.

Empresas que anteciparem processos de rastreabilidade, documentação e comprovação da origem da matéria-prima poderão conquistar vantagem competitiva diante das novas regras internacionais.

Rastreabilidade se torna diferencial para exportadores

A sustentabilidade passou a ser um dos principais critérios para compradores internacionais de produtos florestais.

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Além da qualidade e do preço, mercados consumidores exigem cada vez mais informações sobre a origem da madeira, práticas de manejo e conformidade ambiental.

Nesse cenário, produtores brasileiros que investirem em tecnologia, certificações e sistemas de controle terão melhores condições de atender às demandas globais.

Mercado interno ganha importância para o setor madeireiro

Após um primeiro semestre marcado por oscilações nas exportações e no câmbio, empresas do setor avaliam que a diversificação continuará sendo uma estratégia essencial para os próximos meses.

Além da busca por novos mercados internacionais, o desenvolvimento do consumo interno aparece como uma oportunidade para reduzir a dependência das vendas externas.

A expectativa é que o setor avance em soluções de maior valor agregado, ampliando a presença da madeira brasileira em diferentes segmentos da construção civil, indústria moveleira e cadeias sustentáveis.

Perspectivas para as exportações de madeira brasileira

Mesmo diante dos desafios globais, o Brasil mantém vantagens competitivas no mercado florestal, com disponibilidade de matéria-prima, capacidade produtiva e crescente adoção de práticas sustentáveis.

Para 2026, o desempenho das exportações dependerá principalmente da evolução das tarifas internacionais, comportamento do dólar, custos logísticos e adaptação às novas exigências ambientais.

A combinação entre diversificação comercial, inovação e rastreabilidade será determinante para fortalecer a participação da madeira brasileira no comércio mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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