AGRONEGÓCIO

Exportações de carne suína iniciam fevereiro com alta no preço por tonelada, mas ritmo de vendas segue menor que em 2025

Publicado em

Crescimento no preço por tonelada de carne suína

As exportações brasileiras de carne suína começaram fevereiro de 2026 com elevação no preço médio por tonelada, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (9). O valor médio atingiu US$ 2.467,2 por tonelada, superando os US$ 2.506,2 por tonelada observados em fevereiro de 2025, o que representa um leve avanço no preço unitário do produto.

Faturamento cresce, mas ritmo de exportações é menor

Nos primeiros dias de fevereiro de 2026, o faturamento total das exportações de carne suína chegou a US$ 68,99 milhões, enquanto em todo o mês de fevereiro de 2025 o valor acumulado havia sido de US$ 253,42 milhões.

Na comparação do desempenho médio diário, o início de 2026 apresentou US$ 13,79 milhões por dia, contra US$ 12,67 milhões por dia no mesmo mês de 2025 — um crescimento pontual, mas ainda dentro de um ritmo mais contido no total de vendas externas.

Leia Também:  Juros altos no Plano Safra 2024/25 preocupam setor de proteínas animais e podem frear investimentos no campo
Volume exportado apresenta leve recuo

O volume físico exportado também apresentou comportamento misto. Nos primeiros dias de fevereiro deste ano, o Brasil embarcou 27,96 mil toneladas de carne suína. Em fevereiro de 2025, o total havia alcançado 101,11 mil toneladas.

A média diária das exportações passou de 5,05 mil toneladas por dia em 2025 para 5,59 mil toneladas por dia em 2026, sinalizando ligeiro aumento na intensidade das remessas, embora ainda abaixo do desempenho acumulado do ano anterior.

Diferença no valor médio diário

Apesar da variação positiva no preço por tonelada, o valor médio diário apresentou pequena diferença negativa em relação ao ano anterior. Em fevereiro de 2026, o preço médio diário foi de US$ 10,6 por tonelada, ante US$ 8,9 em 2025, uma diferença total de US$ 1,6 por tonelada, mostrando estabilidade nos preços internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

Published

on

O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

Leia Também:  Agroindústrias familiares de Verê conquistam o selo Susaf e ampliam seu mercado no Paraná

A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

Leia Também:  Emater-MG Planeja Expansão das Feiras de Agricultura Familiar em 2025

Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA