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Exportações de carne suína do Paraná batem recorde para março e impulsionam desempenho do agro

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Exportações de suínos do Paraná atingem melhor resultado para março

A suinocultura paranaense alcançou, em março de 2026, o melhor desempenho já registrado para o mês em exportações. Foram embarcadas 21,36 mil toneladas de carne suína para o mercado externo, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

O volume representa o quarto maior resultado da série histórica, ficando atrás apenas dos registros de setembro (25,18 mil toneladas), outubro (22,18 mil toneladas) e dezembro (22,12 mil toneladas) de 2025.

Demanda das Filipinas impulsiona crescimento das exportações

O avanço nas exportações foi puxado principalmente pela demanda das Filipinas. O país asiático importou 4,64 mil toneladas de carne suína do Paraná em março, um crescimento de 86,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com dados da plataforma Comex Stat/MDIC, o volume total exportado no mês representa alta de 10,1% frente a março de 2025. O estado vem registrando resultados expressivos de forma consistente desde julho de 2024.

Preço do leite ao produtor registra alta no Paraná

O boletim do Deral também aponta valorização no setor leiteiro. Após aumento no preço do leite no varejo, o valor pago ao produtor começou a reagir, com alta de 12,8% na última semana analisada.

O preço médio recebido pelos pecuaristas chegou a R$ 2,43 por litro entregue à indústria, frente aos R$ 2,15 registrados anteriormente. Segundo o órgão, a valorização está relacionada ao período de entressafra das pastagens e à redução na captação de leite.

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Preço do café segue elevado, mas apresenta leve acomodação

No mercado de café, os preços ao consumidor permanecem em patamares elevados, apesar de leve recuo. Em março, o pacote de 500 gramas foi comercializado, em média, a R$ 28,56, valor 3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025.

A queda ocorre após um período de forte valorização. Entre julho de 2024 e julho de 2025, o preço do produto praticamente dobrou, com alta de 95%.

Segundo análise do Deral, a expectativa de uma safra mais volumosa em 2026 já começa a impactar os preços pagos ao produtor, que recuaram 27% nos últimos 12 meses. A tendência é de maior pressão de queda no segundo semestre, com a intensificação da colheita.

Custo de produção do frango se mantém estável no estado

No setor avícola, o custo de produção do frango vivo no Paraná permaneceu estável em R$ 4,72 por quilo. Já o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 4,59/kg, registrando queda de 2,75% em relação ao mês anterior.

O aumento no custo dos insumos, especialmente do milho, segue como principal fator de pressão. Em março, a saca de 60 quilos do grão foi comercializada a R$ 62,92 no atacado paranaense, alta de 2,5% frente ao mês anterior.

O Deral ressalta que os impactos de tensões internacionais recentes ainda não foram refletidos nos indicadores de março, mas podem influenciar os custos nos próximos meses.

Óleo de soja registra queda no varejo no início do ano

O preço do óleo de soja apresentou redução no varejo nos primeiros meses de 2026, em comparação com a média de 2025. Em março, a embalagem de 900 ml foi vendida por R$ 7,25, queda de 2,3% frente ao ano anterior.

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A retração está relacionada à redução no preço da soja em grão. O valor recebido pelo produtor fechou o mês em R$ 115,09 por saca de 60 quilos, cerca de 3% abaixo da média de 2025.

Na comparação com fevereiro, no entanto, houve leve alta de 2,1% no preço do óleo ao consumidor.

Preço da couve-flor sobe com menor oferta no verão

A couve-flor apresentou valorização no campo e no varejo em março, influenciada pela menor oferta durante o verão. O preço médio recebido pelos produtores foi de R$ 36,71 por dúzia, alta de 12,8% em relação a fevereiro.

Na Ceasa de Curitiba, o produto registrou forte elevação ao longo do ano, passando de R$ 30 por dúzia no início de 2026 para R$ 50 atualmente, um aumento de 66,7%.

No varejo, a unidade foi comercializada, em média, a R$ 9,38 em março, alta de 20,4% frente ao mês anterior.

Segundo o Deral, as altas temperaturas impactam a produção em volume e qualidade, reduzindo a oferta. A expectativa é de que os preços se estabilizem com a chegada do outono, período de clima mais ameno e maior produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Dependência de fertilizantes importados acende alerta no agronegócio brasileiro, diz Massari Fértil

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A combinação de tensões geopolíticas, oscilações cambiais e disputas globais por insumos estratégicos tem aumentado a pressão sobre as cadeias produtivas em todo o mundo. No Brasil, esse cenário evidencia uma fragilidade estrutural do agronegócio: a alta dependência de fertilizantes importados.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, empresas especializadas em soluções para a agricultura tropical, o momento exige uma resposta estratégica voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da autonomia produtiva do setor.

Brasil depende de importações para suprir 80% dos fertilizantes

Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Essa concentração do abastecimento em poucos mercados, como Rússia, Canadá, China e Marrocos, aumenta a exposição do país a restrições comerciais, sanções econômicas e instabilidades logísticas.

O impacto dessa dependência recai diretamente sobre os custos de produção, a previsibilidade das safras e a competitividade do produtor rural brasileiro.

Fertilizantes são essenciais para culturas estratégicas do agro

Os fertilizantes são insumos fundamentais para culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar, que representam parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.

Sua atuação começa nas fases iniciais do plantio e influencia diretamente a produtividade final das lavouras, tornando o setor altamente sensível a qualquer ruptura no fornecimento. Episódios recentes, como a guerra no Leste Europeu e os impactos logísticos pós-pandemia, reforçaram essa vulnerabilidade.

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Especialistas apontam necessidade de revisão estrutural do setor

De acordo com o CEO da Massari, Sérgio Saurin, o cenário atual exige uma revisão estrutural na estratégia do agronegócio brasileiro.

Segundo ele, embora o país tenha se consolidado como potência global, parte desse crescimento foi sustentada por insumos externos, o que hoje se mostra um fator de risco.

O executivo defende a ampliação da produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa e aumentar a segurança do setor.

Custos logísticos e câmbio ampliam desafios para o produtor

Além da dependência de importações, fatores como o aumento do frete marítimo, a concentração da oferta global e as variações cambiais tornam o planejamento agrícola mais complexo.

Em períodos de crise, esses elementos podem comprometer o acesso a insumos essenciais, pressionar margens de lucro e gerar instabilidade em toda a cadeia produtiva.

Brasil possui potencial para expandir produção nacional

O Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua produção de fertilizantes. O país possui reservas relevantes de minerais estratégicos, como fosfato e potássio, além de conhecimento técnico consolidado em agricultura tropical.

Estudos da Embrapa indicam que o território nacional tem potencial para expandir significativamente a produção de insumos agrícolas, desde que haja avanços em infraestrutura, segurança jurídica e estímulo a investimentos.

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Desafio é transformar potencial em capacidade produtiva

Para Sérgio Saurin, o principal desafio está em transformar esse potencial em produção efetiva. Ele destaca a necessidade de um ambiente regulatório mais previsível, maior incentivo ao investimento privado e melhor integração entre os elos da cadeia produtiva.

Produção local pode reforçar sustentabilidade e inovação no agro

O fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes também está ligado a agendas de inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de soluções adaptadas aos solos tropicais pode aumentar a eficiência agronômica, reduzir perdas e ampliar práticas agrícolas mais sustentáveis.

Além disso, contribui para diminuir a dependência de produtos importados e padronizados.

Caminho é de transição gradual, aponta setor

Embora a substituição total das importações não seja viável no curto prazo, iniciativas de produção local e diversificação de fornecedores já indicam uma mudança gradual no setor.

Para a Massari Fértil e a Morro Verde, acelerar esse processo é fundamental para aumentar a resiliência do agronegócio brasileiro diante de um cenário global considerado cada vez mais instável.

Segundo o executivo, o país tem condições de estruturar uma cadeia de fertilizantes mais robusta, com maior segurança de abastecimento, estabilidade de custos e ganho de competitividade no longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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