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Exportações de carne suína do Brasil crescem em fevereiro; Filipinas lideram importações

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As exportações brasileiras de carne suína, incluindo produtos in natura e processados, somaram 122,1 mil toneladas em fevereiro, um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 114,4 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em termos de receita, o desempenho também foi positivo: as vendas internacionais do setor totalizaram US$ 284,1 milhões, alta de 4,1% ante fevereiro do ano passado (US$ 272,9 milhões).

Crescimento acumulado no primeiro bimestre

No acumulado de janeiro e fevereiro, o Brasil exportou 238,4 mil toneladas de carne suína, 8,1% a mais do que nas mesmas semanas de 2025 (220,5 mil toneladas). A receita do setor nos dois primeiros meses de 2026 chegou a US$ 554,4 milhões, com crescimento de 8,5% sobre os US$ 510,9 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

Filipinas mantêm liderança entre destinos

As Filipinas se destacam como principal destino da carne suína brasileira, com 40,9 mil toneladas importadas em fevereiro, alta de 77,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Outros mercados relevantes incluem:

  • Japão: 12,1 mil toneladas (+34,8%)
  • China: 11,1 mil toneladas (-43%)
  • Chile: 8,8 mil toneladas (+6%)
  • Hong Kong: 8 mil toneladas (-40%)
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Além desses, também receberam volumes expressivos Singapura (5,4 mil toneladas, -16,6%), Argentina (4,3 mil toneladas, -10,5%), Uruguai (4 mil toneladas, +8,7%), México (3,2 mil toneladas, +8%) e Geórgia (3,1 mil toneladas, +122%).

“O crescimento expressivo em mercados como Filipinas e Japão reflete a confiança dos importadores no status sanitário, na regularidade de fornecimento e na competitividade da proteína brasileira. A diversificação de destinos fortalece a segurança da pauta exportadora, reduzindo a dependência de mercados específicos e abrindo novas oportunidades comerciais. Credibilidade sanitária, capacidade produtiva e eficiência logística tornam-se diferenciais estratégicos para sustentar o crescimento ao longo do ano”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Santa Catarina lidera embarques, mas com queda

Entre os estados exportadores, Santa Catarina continua na liderança, com 57 mil toneladas em fevereiro, embora tenha registrado queda de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Outros estados com destaque nos embarques:

  • Rio Grande do Sul: 29,7 mil toneladas (+24,1%)
  • Paraná: 20,6 mil toneladas (+15,3%)
  • Mato Grosso: 3,9 mil toneladas (+39,2%)
  • Minas Gerais: 3,1 mil toneladas (+34,3%)
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A performance positiva do setor reforça a posição do Brasil como um dos principais exportadores globais de carne suína, especialmente em mercados asiáticos de alta demanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

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O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

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Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

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Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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