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Senado se prepara para votação do Projeto de Lei “Combustível do Futuro”, afirma Rodrigo Pacheco

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou que o Projeto de Lei nº 528/2020, conhecido como “Combustível do Futuro”, está pronto para ser votado pelo plenário nas próximas semanas. A declaração foi feita em reunião com o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio), nesta quinta-feira (8). Pacheco ressaltou que a proposta, que estabelece diretrizes para a expansão dos biocombustíveis, já foi suficientemente debatida na Comissão de Infraestrutura e está preparada para a votação.

A antecipação da tramitação do projeto trouxe grande expectativa ao setor de biodiesel e marcou o encerramento da V Biodiesel Week, um seminário promovido na Câmara dos Deputados, também no dia 8, pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) com apoio da FPBio. O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) é o relator do PL no Senado. Tanto Alceu Moreira quanto o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que foi relator da matéria na Câmara, expressaram a esperança de que o texto aprovado na Câmara não sofra alterações no Senado. No encontro, também estiveram presentes dirigentes da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e da Ubrabio.

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A V Biodiesel Week evidenciou a crescente importância do biodiesel na agenda nacional, com a participação de representantes de diversos ministérios, incluindo o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), MME (Ministério de Minas e Energia), MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), além de instituições como Petrobras, Embrapa Agroenergia, ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), e ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), entre outros.

Durante o seminário, o presidente da FPBio, Alceu Moreira, celebrou os avanços na discussão do PL e destacou que a produção de biodiesel vai além da descarbonização do transporte pesado, promovendo a agroindustrialização do interior do país e gerando empregos e renda. “É uma maneira inteligente de agregar valor à produção agropecuária”, afirmou.

O deputado Arnaldo Jardim ressaltou que o biodiesel brasileiro demonstra a capacidade do país de produzir biocombustíveis sem comprometer a produção de alimentos, além de impulsionar a cadeia produtiva de proteínas animais devido ao aumento da oferta de farelo de soja para ração animal.

Alexandre Alonso Alves, chefe da Embrapa Agroenergia, destacou a possibilidade de integrar a agricultura com biorrefinarias para a industrialização de diversos produtos. Uallace Moreira Lima, secretário nacional de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, enfatizou que a expansão da produção de biodiesel agrega valor à cadeia produtiva do agronegócio. Marlon Arraes Jardim Leal, diretor do Departamento de Biocombustíveis do MME, apontou o biodiesel como uma solução crucial para a descarbonização do setor de transportes pesados, um desafio importante na luta contra a mudança climática.

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A V Biodiesel Week também marcou os 20 anos do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), que consolidou o Brasil como um líder mundial em energia renovável. Vivian Libório de Almeida, diretora de Inovação para a Produção Familiar e Transição Agroecológica do MDA, destacou que o biodiesel serve como uma ponte entre a transição energética e a produção de alimentos, promovendo um futuro sustentável e inclusivo. Expositores como Daniel Maia Vieira, diretor técnico da ANP, João Henrique Hummel, diretor do IBRIESBIO, Amanda Duarte, da Rede Brasileira de Bioquerosene, e Jorge Boeira, analista da ABDI, também contribuíram para as discussões do evento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil abre 13 novos mercados para produtos agropecuários e amplia oportunidades de exportação

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O agronegócio brasileiro conquistou novas oportunidades no mercado internacional com a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários nacionais. A ampliação do acesso comercial foi confirmada pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE), após a conclusão de negociações sanitárias e fitossanitárias com parceiros estratégicos em diferentes regiões do mundo.

As novas autorizações contemplam países da América do Sul, América Central, África e também a União Econômica Eurasiática (UEE), ampliando a presença dos produtos brasileiros em mercados de elevado potencial de consumo.

Novos destinos ampliam diversidade da pauta exportadora

Entre os países que abriram seus mercados para produtos brasileiros estão Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e a União Econômica Eurasiática, bloco formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia.

As autorizações abrangem uma ampla variedade de produtos agropecuários, reforçando a diversificação da pauta exportadora brasileira.

Entre os destaques estão:

  • Material genético bovino para El Salvador e Honduras;
  • Castanha de caju para a União Econômica Eurasiática;
  • Milho pipoca para Equador e República Dominicana;
  • Ovos férteis para a Nigéria;
  • Couro bovino salgado para a Bolívia;
  • Mudas de cana-de-açúcar para Honduras;
  • Sementes de coco para a Guiana;
  • Sementes de mamona para o Paraguai;
  • Sementes de maracujá para a Venezuela;
  • Sementes de pimenta habanero para a Nicarágua;
  • Farinhas, gorduras animais e hemoderivados destinados à alimentação animal para a Etiópia;
  • Sêmen de pacu-caranha para a Argentina.
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União Econômica Eurasiática ganha relevância para o agro brasileiro

Entre as novas aberturas, a autorização para exportação de castanha de caju à União Econômica Eurasiática chama atenção pelo potencial comercial do bloco.

Segundo o governo brasileiro, os países integrantes da UEE importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano. Atualmente, soja, carnes e café estão entre os principais itens exportados para essa região.

A ampliação da pauta comercial fortalece a estratégia de diversificação dos destinos das exportações brasileiras e reduz a dependência de mercados tradicionais.

Agronegócio alcança 639 aberturas de mercado desde 2023

Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro atingiu a marca de 639 aberturas de mercado em 97 destinos internacionais desde o início de 2023, resultado do trabalho conjunto entre o Mapa e o Itamaraty para ampliar a presença dos produtos nacionais no comércio global.

A expectativa é que os produtores e exportadores dos segmentos contemplados iniciem as operações comerciais nos novos mercados nos próximos meses, ampliando receitas, fortalecendo a competitividade do setor e consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos, insumos e genética animal.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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