AGRONEGÓCIO

Exportações de café seguem em queda no volume, mas faturamento cresce em julho com alta nos preços

Publicado em

Exportações de café não torrado recuam em volume, mas registram alta no valor médio

De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (21) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume diário exportado de café não torrado apresentou queda de 15,4% nos 14 primeiros dias úteis de julho de 2025. A média diária ficou em 7.436 toneladas, inferior às 8.794 toneladas embarcadas durante os 23 dias úteis de julho de 2024.

No acumulado da terceira semana do mês, o volume total exportado atingiu 104,105 mil toneladas, enquanto, no mesmo mês do ano anterior, o total foi de 202,266 mil toneladas. Apesar da retração no volume, o faturamento nos primeiros 14 dias úteis de julho/25 somou US$ 686,981 milhões, frente a US$ 832,080 milhões registrados durante todo o mês de julho/24.

A média diária de faturamento teve crescimento expressivo de 35,6%, passando de US$ 36,177 milhões (julho/24) para US$ 49,070 milhões (julho/25). Além disso, o valor negociado por tonelada também apresentou alta significativa, com avanço de 60,4% no comparativo entre os períodos. A média de julho/25 chegou a US$ 6.598,90 por tonelada, contra US$ 4.113,80 no mesmo mês de 2024.

Leia Também:  Ministério autoriza suspender vacinação contra a febre aftosa em mais 7 estados
Café torrado e derivados têm valorização no preço e alta no faturamento médio diário

No caso do café torrado e seus derivados — como extratos, essências e concentrados — o faturamento nos 14 primeiros dias úteis de julho/25 alcançou US$ 65,403 milhões. Embora esse valor ainda esteja abaixo dos US$ 82,086 milhões registrados em todo o mês de julho de 2024, a média diária de exportações apresentou aumento de 30,9%, saltando de US$ 3,569 milhões para US$ 4,671 milhões.

Por outro lado, o volume total embarcado de café torrado também sofreu retração. Foram exportadas 4.898 toneladas nos 14 primeiros dias úteis deste mês, contra 8.493 toneladas em julho do ano passado. A média diária foi de 349 toneladas, 5,2% inferior às 369 toneladas registradas em média em julho/24.

Apesar da queda no volume, o preço médio do produto teve valorização expressiva. Na terceira semana de julho/25, o café torrado foi negociado por US$ 13.350,80 por tonelada, um aumento de 38,1% em relação ao valor médio de julho/24, que foi de US$ 9.664,80.

Leia Também:  Plano safra 24/25 recebe reforço de mais R$ 4 bilhões
Resumo do cenário

Os dados da Secex indicam uma tendência de retração nos volumes exportados de café não torrado e torrado na terceira semana de julho de 2025. No entanto, a alta nos preços médios tem sustentado e até ampliado o faturamento diário, refletindo a valorização do grão no mercado internacional mesmo diante da redução na quantidade embarcada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

Published

on

A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Leia Também:  Ministério autoriza suspender vacinação contra a febre aftosa em mais 7 estados

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Leia Também:  Prefeito e primeira-dama lamentam perda de matriarca de Dante de Oliveira

A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA