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Exportações de algodão do Brasil podem atingir recorde de 3,3 milhões de toneladas em 2025/26, aponta StoneX

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As exportações brasileiras de algodão devem alcançar um novo recorde na safra 2025/26. A estimativa mais recente da consultoria StoneX aponta embarques de 3,3 milhões de toneladas, volume 200 mil toneladas superior à projeção anterior.

O resultado consolida o Brasil como maior exportador global da fibra e reflete a manutenção de um ritmo forte de demanda internacional, especialmente no primeiro semestre do ciclo.

Exportações em alta reforçam desempenho do Brasil no mercado global

De acordo com a consultoria, o ajuste positivo na projeção está diretamente relacionado ao desempenho dos embarques, que vêm superando as expectativas iniciais.

“Se confirmado, esse patamar reforça o recorde nas exportações de algodão e consolida o Brasil, de forma ainda mais robusta, na liderança do comércio internacional da fibra”, destacou a StoneX em relatório.

Na safra anterior, o país exportou cerca de 3 milhões de toneladas, o que já representava um patamar histórico para o setor.

Produção segue estimada em 3,86 milhões de toneladas

Apesar da revisão positiva nas exportações, a StoneX manteve inalterada a projeção da safra brasileira de algodão em 3,86 milhões de toneladas para 2025/26, o que representa uma queda de 7% em relação ao ciclo anterior.

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Segundo a consultoria, o cenário ainda exige cautela, principalmente devido às incertezas em relação à produtividade das lavouras, que estão no início do processo de colheita em diversas regiões produtoras do país.

Cenário do algodão exige atenção ao ritmo da colheita

Com a colheita em fase inicial, o mercado segue atento ao comportamento climático e ao desempenho produtivo das lavouras. Qualquer variação na produtividade pode impactar diretamente o volume final disponível para exportação e o posicionamento do Brasil no comércio global da pluma.

A expectativa, no entanto, é de manutenção do protagonismo brasileiro no setor, sustentado por alta competitividade e forte presença no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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