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Emater Goiás abre inscrições para viveiristas interessados em hastes de pequi

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Com o intuito de impulsionar a produção de mudas de pequi, tanto com espinhos quanto sem espinhos, a Emater Goiás anunciou a comercialização de hastes com gemas para enxertia de cultivares, direcionada aos viveiristas. O prazo para manifestação de interesse vai de 16 a 31 de outubro, por meio de um formulário online.

Os viveiristas que desejam adquirir as hastes precisam estar registrados no Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) do Ministério da Agricultura e Pecuária, possuir mudas aptas para o processo de enxertia e demonstrar interesse na criação de um jardim clonal para comercialização. As cultivares de pequizeiro oferecidas foram desenvolvidas em parceria entre a Emater e a Embrapa Cerrados. As opções incluem variedades sem espinhos (GOBRS 102 e GOBRS 103) e com espinhos (GOBRS 201, GOBRS 202 e GOBRS 203).

As hastes serão vendidas conforme o número de gemas, ao custo de R$ 2,00 por unidade. Os viveiristas interessados são responsáveis pela aquisição das embalagens adequadas, que devem incluir caixas de isopor com no mínimo 50 cm de comprimento interno e panos de algodão umedecidos. Cada viveirista poderá adquirir até 100 gemas de cada cultivar, sendo que a oferta estará sujeita à disponibilidade de estoque e à prévia manifestação de interesse.

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Após o envio da documentação necessária, os viveiristas que estiverem aptos à aquisição serão notificados para realizar o pagamento. A retirada das hastes poderá ser feita após a confirmação do pagamento, no período de 11 de novembro a 20 de dezembro, mediante agendamento prévio de no mínimo três dias. O agendamento deverá ser solicitado por e-mail, através do endereço [email protected], ou pelo telefone (62) 3201-3207. A retirada será feita na sede da Emater, localizada em Goiânia.

A Emater e a Embrapa Cerrados se reservam o direito de revogar a oferta por motivos de interesse público, antes da entrega das hastes, ou de anulá-la em caso de força maior, como a constatação de qualquer ilegalidade ou não conformidade. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (62) 3201-3207.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova cebola da Embrapa reduz riscos do cultivo no verão e pode elevar produtividade no Cerrado

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A Embrapa lançou uma nova cultivar de cebola desenvolvida especialmente para enfrentar os desafios do cultivo durante o verão brasileiro. Batizada de BRS Belatriz, a variedade híbrida foi criada para suportar altas temperaturas, excesso de umidade e pressão de doenças típicas do período chuvoso, cenário considerado de alto risco para a produção da hortaliça.

O lançamento oficial da nova cultivar ocorre durante a AgroBrasília 2026, realizada entre os dias 19 e 23 de maio, no Distrito Federal.

Cultivo de verão exige maior resistência da cebola

Tradicionalmente, a cebola é cultivada no inverno, período em que as temperaturas mais amenas favorecem o desenvolvimento dos bulbos e reduzem a incidência de doenças.

No verão, porém, o cenário muda significativamente. O calor elevado e os dias mais longos aceleram o processo de bulbificação, reduzindo o tamanho comercial das cebolas e comprometendo a produtividade da lavoura. Além disso, o ambiente quente e úmido favorece o avanço de doenças severas.

Foi justamente para enfrentar essas limitações que a Embrapa desenvolveu a BRS Belatriz.

Nova cultivar suporta calor acima de 33°C

Segundo os pesquisadores, a nova cebola mantém desenvolvimento adequado mesmo em temperaturas superiores a 33°C, consideradas críticas para a cultura.

Um dos principais diferenciais da cultivar é a resistência à bulbificação precoce sob calor intenso, fator que permite a formação de bulbos com padrão comercial adequado mesmo em condições climáticas adversas.

De acordo com o agrônomo Valter Oliveira, responsável pelo desenvolvimento da cultivar, produtores já realizavam o cultivo nesse período, mas utilizavam materiais genéticos voltados ao inverno, o que aumentava significativamente os riscos produtivos.

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Resistência a doenças fortalece segurança da lavoura

Além da adaptação ao calor, a BRS Belatriz apresenta resistência moderada a importantes doenças da cebola, especialmente em áreas de Cerrado.

Entre elas estão:

  • Queima foliar bacteriana
  • Antracnose
  • Mancha-púrpura
  • Raiz rosada

A cultivar também apresenta tolerância ao nematoide-das-galhas, problema que pode comprometer seriamente o desenvolvimento das plantas.

Segundo a Embrapa, em condições favoráveis de manejo, a produtividade pode alcançar cerca de 70 toneladas por hectare, com predominância de bulbos das classes 3 e 4, consideradas as mais valorizadas no mercado atacadista e varejista.

Mercado valoriza qualidade e pungência da nova cebola

A BRS Belatriz pertence ao grupo das cebolas amarelas de ciclo precoce destinadas ao consumo fresco, segmento responsável pela maior parte do consumo mundial da hortaliça.

Os bulbos apresentam formato arredondado, boa uniformidade de maturação e pungência mais elevada — característica relacionada ao sabor mais intenso da cebola, bastante valorizado pelo consumidor brasileiro.

Pesquisa focou adaptação ao Cerrado e produção nacional

O programa de melhoramento genético da cebola híbrida da Embrapa começou a ser reestruturado no início dos anos 2000.

Inicialmente, os trabalhos eram concentrados em materiais voltados ao cultivo de inverno, segmento historicamente dominado por empresas multinacionais.

Com o avanço das pesquisas, os cientistas identificaram no cultivo de verão uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento de cultivares nacionais mais adaptadas às condições brasileiras.

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O projeto reuniu centenas de combinações híbridas, cruzando linhagens nacionais e materiais estrangeiros em busca de produtividade, resistência a doenças, adaptação ao calor e qualidade comercial.

Os primeiros testes em áreas comerciais começaram em 2018 e mostraram desempenho superior da linhagem que deu origem à BRS Belatriz, principalmente sob elevada pressão de doenças.

Produção no verão pode reduzir dependência de importações

O cultivo de cebola no verão ocorre principalmente entre dezembro e janeiro, com colheita concentrada a partir de maio.

Nesse período, a oferta proveniente da região Sul do Brasil costuma diminuir, abrindo espaço para melhores preços no mercado interno.

Segundo a Embrapa, o fortalecimento da produção nacional nessa janela pode contribuir para reduzir oscilações de oferta e diminuir a dependência de cebolas importadas, especialmente da Argentina.

Manejo ainda exige atenção do produtor

Apesar dos avanços da nova cultivar, os pesquisadores ressaltam que o cultivo de verão continua sendo uma atividade de maior risco e altamente dependente das condições climáticas.

Chuvas excessivas ainda podem comprometer a emergência das plantas, aumentar a incidência de doenças e elevar os custos de manejo.

Por isso, os testes com produtores continuam em andamento para aperfeiçoar recomendações técnicas, principalmente relacionadas à adubação nitrogenada e ao manejo fitossanitário da nova cultivar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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