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Exportações catarinenses de carne crescem no primeiro bimestre de 2024

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No acumulado do primeiro bimestre, Santa Catarina exportou 303,5 mil toneladas de carnes (frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras), alta de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as receitas geradas com a exportação catarinense de carnes, no acumulado dos dois primeiros meses do ano, foram de US$ 597,6 milhões, queda de 4,7% na comparação com o primeiro bimestre de 2023. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) e disponíveis no Observatório Agro Catarinense.

O motivo do resultado positivo na quantidade exportada foi o crescimento dos embarques para os principais países compradores de carne de frango e suína. Uma das poucas exceções foi a China, que registrou queda expressiva nas aquisições de carne de frango (-31,1% em quantidade e -47,7% em receitas) e de carne suína (-40% em quantidade e -53,4% em receitas), na comparação do primeiro bimestre de 2024 com o mesmo período de 2023.

Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, dois fatores podem ter sido os que mais influenciaram esse decréscimo nos embarques para a China. O primeiro deles é a expansão da pecuária no país asiático que, até o final de 2023, vinha aumentando a produção interna de carne. O segundo fator é o fim da tarifa extra que a China vinha cobrando da carne de frango brasileira desde 2019. “Como o governo chinês já sinalizava mudanças na taxação, é possível que muitos importadores tenham postergado suas aquisições”, comenta o analista.

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Mesmo com a redução, a China se mantém como principal destino das exportações catarinenses de carne suína, embora com uma participação menor no faturamento do que há um ano. No primeiro bimestre de 2024, 23% das receitas dos embarques do estado foram geradas com as vendas para a China. No primeiro bimestre de 2023, essa participação era de 51,8%. O país também ficou em quinto no ranking dos principais destinos das exportações catarinenses de carne de frango.

Já a redução no faturamento com a exportação de carne, nos primeiros dois meses de 2024, na comparação com o mesmo período do ano passado, deve-se, principalmente, à redução do preço da carne de frango no mercado internacional. Giehl explica que, segundo cálculos realizados pela Epagri/Cepa, o valor médio da carne de frango in natura exportada por Santa Catarina em janeiro deste ano foi 13,2% menor do que o registrado no mesmo mês de 2023.

Desempenho das exportações em fevereiro

Santa Catarina exportou 92,3 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada) em fevereiro de 2024, alta de 1,8% em relação aos embarques do mês anterior e de 16,5% na comparação com os de fevereiro de 2023. As receitas, por sua vez, foram de US$ 175,2 milhões, crescimento de 5,1% em relação às do mês anterior e de 2,3% na comparação com as de fevereiro de 2023. O estado foi responsável por 25% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango nos dois primeiros meses de 2024.

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Com exceção da China, quase todos os principais compradores da carne de frango catarinense ampliaram a quantidade embarcada no primeiro bimestre, em comparação com os dois primeiros meses de 2023. Os embarques para o Japão cresceram 36,8%, para os Países Baixos 22,2% e para os Emirados Árabes Unidos 17,9%.

A quantidade de carne suína exportada por Santa Catarina em fevereiro chegou a 53,5 mil toneladas (in natura, industrializada e miúdos), queda de 1,2% em relação aos embarques do mês anterior, mas alta de 25,4% na comparação com os de fevereiro de 2023. As receitas de fevereiro foram de US$ 119,4 milhões, crescimento de 2,3% na comparação com as do mês anterior e de 16,6% em relação às de fevereiro de 2023.

Quase todos os principais destinos ampliaram suas aquisições em relação ao primeiro bimestre de 2023, destacando-se: Filipinas (altas de 176,2% em quantidade e de 173,3% em receitas); Chile (28,0% e 17,9%); Japão (134% e 124,2%) e Coreia do Sul (223,4% e 152,7%). Santa Catarina foi responsável por 57% da quantidade e 59,1% das receitas das exportações brasileiras de carne suína nos dois primeiros meses do ano.

Fonte: Agência de Notícias Santa Catarina

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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