AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de etanol têm pior desempenho em oito anos, apesar de reação em dezembro

Publicado em

As exportações brasileiras de etanol encerraram 2025 com o pior resultado desde 2017, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) compilados pela DATAGRO.

Mesmo com uma leve recuperação em dezembro, quando os embarques somaram 173 milhões de litros, alta de 56,8% em relação ao mesmo mês de 2024, o volume foi 6,3% menor que a média dos últimos cinco anos, indicando que a reação foi apenas parcial.

No acumulado do ano, o Brasil exportou 1,612 bilhão de litros de etanol, queda de 14,6% frente a 2024 e de 20% em relação à média quinquenal. Essa retração consolidou o menor volume exportado em oito anos, refletindo a desaceleração do mercado internacional e os impactos logísticos enfrentados ao longo do ano.

Coreia do Sul mantém liderança nas importações; Europa avança como novo polo comprador

A Coreia do Sul continuou como o principal destino do etanol brasileiro em 2025, com 780 milhões de litros, o que representa 48,4% do total exportado e praticamente estabilidade em relação ao ano anterior (-0,3%).

Na segunda posição, os Estados Unidos importaram 253 milhões de litros, queda de 18,4% em relação a 2024. Já os Países Baixos se destacaram com um avanço expressivo de 45,3%, alcançando 221 milhões de litros — consolidando-se como a principal porta de entrada do produto brasileiro na Europa.

Leia Também:  Preços das frutas em Minas Gerais: Flutuações impulsionadas por clima e oferta

Outros mercados em crescimento incluem Gana (61 milhões de litros, +40,8%) e Camarões (49 milhões de litros, +129,1%), enquanto Filipinas e Nigéria reduziram suas compras em 36,3% e 59,9%, respectivamente.

No total, 66 países responderam por apenas 8,9% das exportações brasileiras de etanol em 2025, demonstrando a forte concentração de destino.

Receita das exportações sobe em dezembro, mas fecha o ano em queda

Apesar do recuo no volume total exportado, as receitas com o etanol brasileiro subiram em dezembro, atingindo US$ 101 milhões, alta de 67,5% frente ao mesmo mês de 2024. O resultado reflete tanto o aumento nos embarques quanto uma pequena recuperação dos preços, que subiram de US$ 0,55/litro para US$ 0,58/litro no período.

No acumulado de 2025, contudo, as receitas totalizaram US$ 934 milhões, retração de 11,2% em comparação com 2024, mesmo com a elevação do preço médio de exportação.

Importações de etanol voltam a crescer e atingem maior nível desde 2021

Enquanto as exportações recuaram, o Brasil aumentou suas importações de etanol em 2025. O volume total importado atingiu 319 milhões de litros, crescimento de 66,2% sobre o ano anterior — o maior patamar desde 2021.

Leia Também:  Archer Consulting: "Fundos trocam açúcar por cacau em fuga estratégica"

Do total, 43,9% vieram dos Estados Unidos, 29,9% do Paraguai e 26,2% da Argentina, de acordo com a SECEX. O movimento reflete tanto a necessidade de abastecimento interno quanto a busca por etanol anidro competitivo para mistura à gasolina no mercado doméstico.

Cenário para 2026: expectativa de equilíbrio entre exportação e consumo interno

Analistas indicam que o setor deve encontrar maior equilíbrio entre exportação e demanda interna ao longo de 2026, com expectativa de recuperação gradual dos embarques, impulsionada pela melhora nas cotações internacionais e pela retomada da competitividade logística dos portos brasileiros.

A diversificação de destinos e o fortalecimento das parcerias com países asiáticos e europeus também são vistos como estratégias-chave para reduzir a dependência de poucos mercados e garantir maior estabilidade ao setor sucroenergético.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Simpósio em Dourados debate Zarc, manejo da soja e créditos de carbono

Published

on

Produtores rurais, pesquisadores, técnicos e representantes do agronegócio participam nesta segunda-feira (11.05), em Dourados (cerca de 230 km da capital, Campo Grande), em Mato Grosso do Sul, do Simpósio de Agricultura promovido pelo Grupo Plantio na Palha (GPP) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agropecuária Oeste). O evento integra a programação da 60ª Expoagro e concentra discussões sobre gestão de risco climático, manejo da soja, uso da água e mercado de carbono.

A programação reune especialistas para discutir temas considerados estratégicos diante das mudanças climáticas, da pressão por sustentabilidade e da necessidade de ampliar eficiência produtiva no campo.

Um dos principais focos do encontro será o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), política pública utilizada para orientar épocas de plantio e reduzir riscos associados ao clima. A ferramenta também serve de base para operações de crédito rural e contratação de seguro agrícola.

A abertura técnica do simpósio contará com palestra do pesquisador Éder Comunello, da Embrapa Agropecuária Oeste, que apresentará os avanços do Zarc com a incorporação dos chamados níveis de manejo. A nova metodologia leva em consideração diferentes padrões tecnológicos adotados nas propriedades rurais, permitindo análises mais precisas sobre risco produtivo.

Leia Também:  Archer Consulting: "Fundos trocam açúcar por cacau em fuga estratégica"

Segundo especialistas, a atualização do sistema pode trazer impactos relevantes para o produtor, incluindo redução do custo do seguro rural em áreas com melhor manejo e menor exposição climática.

Na sequência, o pesquisador Júlio Cesar Salton abordará a relação entre níveis de manejo e produtividade da soja, destacando práticas voltadas ao aumento da eficiência agronômica e à diminuição dos riscos de perdas nas lavouras.

O simpósio também abrirá espaço para debates sobre recursos hídricos. O presidente do Comitê da Bacia do Rio Ivinhema, Leonardo Ramos, discutirá os impactos e desafios relacionados à cobrança pelo uso da água na agricultura e na pecuária, tema que ganha importância crescente em regiões de expansão agropecuária e maior pressão ambiental.

Outro assunto em destaque será o mercado de créditos de carbono. O CEO da NetWord, Marcos Ferronatto, apresentará possibilidades de originação, estruturação e comercialização de créditos gerados em propriedades rurais que adotam práticas sustentáveis e sistemas conservacionistas.

O encerramento da programação contará com debate mediado pelo presidente do Grupo Plantio na Palha, Mário José Maffini, reunindo palestrantes e participantes para discutir os desafios da agricultura regional diante do atual cenário climático e econômico.

Leia Também:  Desempenho variado: Transporte ferroviário de grãos nos EUA apresenta redução de 11%

Para a Embrapa Agropecuária Oeste, o evento reforça a importância da transferência de tecnologia e da aproximação entre pesquisa científica e produtor rural, especialmente em temas ligados à adaptação climática, sustentabilidade e rentabilidade da atividade agrícola.

Serviço

Simpósio de Agricultura da Expoagro 2026

  • Data: 11 de maio de 2026
  • Horário: das 7h às 12h
  • Local: Auditório do Sindicato Rural de Dourados, em Dourados (MS)
  • Realização: Grupo Plantio na Palha (GPP) e Embrapa Agropecuária Oeste
  • Temas:
    • Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc)
    • Manejo da soja
    • Cobrança pelo uso da água
    • Créditos de carbono
    • Sustentabilidade e gestão de risco no campo

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA