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Exportações brasileiras de café recuam 31% em janeiro e acumulam queda de 22,5% na safra 2025/26

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Embarques de café têm forte retração no início de 2026

As exportações brasileiras de café registraram forte queda em janeiro de 2026, refletindo os efeitos da entressafra e da redução dos estoques nacionais, de acordo com o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.

No mês, o Brasil embarcou 2,78 milhões de sacas de 60 kg, volume 30,8% menor em relação às 4,02 milhões de sacas enviadas ao exterior no mesmo período de 2025. Em termos de receita cambial, houve queda de 11,7%, totalizando US$ 1,175 bilhão em janeiro.

Segundo o Cecafé, o cenário já era esperado, considerando o período de menor oferta até a chegada da safra 2026/27 e os estoques limitados de café arábica.

Exportações acumulam retração na safra 2025/26

Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, as exportações brasileiras somaram 23,4 milhões de sacas, gerando US$ 9,235 bilhões em receita.

Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, o volume embarcado caiu 22,5%, enquanto a receita subiu 8,1%, resultado da valorização média do produto ao longo do segundo semestre de 2025.

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Mercado internacional desacelera com preços em queda

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a desvalorização dos preços do café observada desde janeiro — e intensificada em fevereiro — reduziu o ritmo dos negócios no mercado internacional.

A expectativa de uma recuperação da produção brasileira na safra 2026/27, especialmente do café arábica, e a queda do dólar também contribuíram para o arrefecimento das exportações.

“Estamos em um momento de produtores capitalizados, resultado dos bons preços obtidos nos últimos anos, mas com estoques de arábica limitados e o conilon e robusta sendo direcionados principalmente ao mercado interno. Isso tem restringido o volume disponível para exportação”, explicou Ferreira.

Perspectiva de retomada gradual a partir de maio

O presidente do Cecafé ressalta que, com a aproximação da nova safra, prevista para iniciar em maio de 2026, há expectativa de recuperação gradual dos embarques, especialmente de conilon e robusta.

“À medida que o Brasil se alinha aos principais concorrentes, deveremos observar uma retomada no ritmo das exportações desses cafés. O mesmo movimento deve ocorrer com o arábica a partir de julho, quando se inicia a colheita da safra 2026/27”, completou Ferreira.

Até lá, o Cecafé prevê que os volumes exportados devem permanecer reduzidos, devido à baixa competitividade do café brasileiro, sobretudo do arábica, frente a outros produtores globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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