AGRONEGÓCIO

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS: A cada quatro dias, um novo mercado foi aberto para o agro neste ano

Publicado em

O primeiro quadrimestre de 2024 será lembrado como o mais produtivo da história em termos de abertura de mercados internacionais para o agronegócio brasileiro. Entre janeiro e abril, 31 novas oportunidades para vendas externas de produtos agropecuários brasileiros foram estabelecidas em 19 países diferentes.

Março liderou o período com dez novas aberturas em sete países, seguido por janeiro, que registrou nove mercados em cinco países. Fevereiro e abril completam a lista, com aberturas em sete e cinco mercados, distribuídos por seis e três países, respectivamente. Em comparação com os números do quadrimestre da série histórica, apenas em 2021 se aproximou do alcançado neste ano, quando foram contabilizadas 27 expansões comerciais em 15 países.

Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, em 2023, e sob a gestão do ministro Carlos Fávaro à frente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), já foram abertos 109 novos mercados para exportação em 50 países. Todos os continentes foram contemplados.

Leia Também:  Exportações ajudarão Brasil a diminuir desigualdade social, diz Lula

“A retomada da credibilidade do Brasil junto a diversos parceiros comerciais, aliada ao trabalho sério da nossa equipe técnica, tem possibilitado cada vez mais oportunidades de negócios para os produtores brasileiros dos mais diversos segmentos. Este não é um resultado apenas do agronegócio, é um resultado que gera mais emprego para toda a população quando um novo mercado se abre”, explicou o ministro Fávaro.

O histórico das novas aberturas de mercado inclui não somente a exportação de produtos já consolidados, como carnes e soja, mas também uma variedade de outros itens agropecuários. Entre eles estão pescados, sementes, gelatina e colágeno, ovos, produtos derivados de reciclagem animal, açaí em pó, café verde, além de embriões e sêmen.

“Com a retomada das boas relações diplomáticas do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), temos ampliado a presença dos produtos do agro brasileiro no mercado mundial. Essas expansões trazem mais oportunidades aos nossos produtores, geram mais emprego e renda no interior do país e comprova a eficácia do nosso sistema sanitário”, afirmou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Leia Também:  COPAM altera regras de licenciamento ambiental para atividades rurais em Minas Gerais

As concessões sanitárias obtidas de cada país são resultado direto da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). O esforço conjunto envolve a elaboração de informações técnicas e a condução de negociações internacionais que resultam em acordo de requisitos sanitários e fitossanitários, permitindo a comercialização dos produtos agrícolas e o fortalecimento das parcerias.

Relação completa de mercados abertos em 2024

Fonte: MAPA

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Hidrovia Paraná-Tietê fortalece logística do agronegócio e conecta produção brasileira aos portos

Published

on

A Hidrovia Paraná-Tietê consolida-se como uma das mais importantes estruturas logísticas do Brasil, desempenhando papel estratégico no escoamento da produção agropecuária, industrial e mineral do país. Com cerca de 2.400 quilômetros de extensão navegável, o corredor hidroviário conecta regiões produtivas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul aos principais centros consumidores e aos portos de exportação, fortalecendo a competitividade da economia nacional.

Mais do que uma alternativa de transporte, a hidrovia é considerada um dos pilares da logística multimodal brasileira. Ao integrar diferentes modais e reduzir a dependência do transporte rodoviário, a estrutura contribui para diminuir custos operacionais, aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos e impulsionar o desenvolvimento regional.

Corredor estratégico para o agronegócio brasileiro

A área de influência da Hidrovia Paraná-Tietê abrange aproximadamente 76 milhões de hectares e engloba algumas das regiões mais produtivas do país. O sistema atende especialmente áreas agrícolas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, facilitando o transporte de commodities até o Porto de Santos, principal porta de saída das exportações brasileiras.

Entre as principais cargas movimentadas pela hidrovia estão soja, milho, cana-de-açúcar, combustíveis e minério de ferro. O corredor também favorece o abastecimento do mercado interno e amplia a integração comercial com países do Mercosul.

Ao longo de sua área de abrangência, a hidrovia influencia diretamente 286 municípios distribuídos pelos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. A região concentra importantes polos industriais, centros logísticos, áreas turísticas e terminais de distribuição que se desenvolveram impulsionados pela navegação interior.

Leia Também:  Goiás fecha 2025 com alta nas exportações de milho e saldo positivo na balança comercial
Integração logística entre diferentes modais

A estrutura é composta principalmente pelas hidrovias HN-900, no Rio Paraná, e HN-913, no Rio Tietê. Do total navegável, cerca de 1.600 quilômetros nos rios Paraná, Paranaíba e Grande são administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Outros 800 quilômetros, localizados nos rios Tietê, Piracicaba e São José dos Dourados, estão sob gestão do Governo de São Paulo.

Um dos diferenciais do sistema é a presença de eclusas ao longo do percurso, permitindo superar os desníveis provocados pelas barragens existentes na bacia hidrográfica. Essa infraestrutura garante a continuidade da navegação e fortalece a integração entre os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o fortalecimento das hidrovias é fundamental para ampliar a integração regional e promover um desenvolvimento econômico mais sustentável.

“Nossa visão para as hidrovias é de um futuro em que a integração regional seja a norma, onde a eficiência logística otimize o desenvolvimento econômico e onde a sustentabilidade seja uma diretriz permanente”, afirmou.

Investimentos ampliam capacidade operacional da hidrovia

A relevância econômica da Hidrovia Paraná-Tietê tem impulsionado novos investimentos em infraestrutura. Um dos principais projetos em andamento é a obra de derrocamento do canal de Nova Avanhandava, no Rio Tietê, considerada estratégica para ampliar a navegabilidade do sistema.

Com investimento de R$ 293,8 milhões, a intervenção prevê o aprofundamento do canal em 3,5 metros ao longo de 16 quilômetros. A expectativa é que a obra, prevista para ser concluída em agosto, aumente a capacidade de transporte da hidrovia e permita a circulação de comboios maiores durante todo o ano, inclusive em períodos de estiagem.

Leia Também:  Colheita do arroz atinge 22,5% no RS

De acordo com o ministro Tomé Franca, a iniciativa contribuirá para reduzir custos logísticos e fortalecer a competitividade brasileira no mercado internacional.

Desenvolvimento regional e sustentabilidade

Além dos ganhos para o transporte de cargas, os investimentos na hidrovia também geram impactos positivos para as comunidades atendidas. O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, destaca que as melhorias ampliam o acesso a serviços, fortalecem o abastecimento e estimulam atividades econômicas locais.

A expansão da navegação interior também está alinhada às estratégias de sustentabilidade do setor logístico. O transporte hidroviário apresenta menor consumo de combustível por tonelada transportada e reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa quando comparado ao transporte rodoviário.

Hidrovia ganha protagonismo na logística nacional

Com capacidade para conectar áreas produtoras, polos industriais, centros consumidores e mercados internacionais, a Hidrovia Paraná-Tietê reforça seu papel como um dos principais corredores logísticos do Brasil. Em um cenário de crescente demanda por eficiência no transporte e competitividade nas exportações, a ampliação da infraestrutura hidroviária surge como um dos caminhos mais promissores para sustentar o crescimento do agronegócio e da economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA