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Exportação de trigo para ração ganha destaque em meio a negócios pontuais no Brasil

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Os negócios envolvendo trigo no Brasil permanecem pontuais, sem grandes variações nos preços de referência. Nas principais regiões de produção, as indicações de compra oscilam entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada, com os produtores demandando cerca de R$ 100 a mais por tonelada em relação ao interesse dos compradores. Esta discrepância entre oferta e demanda tem limitado a realização de negócios, conforme destaca o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento.

Exportações de Trigo para Ração

Um dos pontos destacados é a eficiência do setor em escoar grandes volumes de trigo destinados à alimentação animal. Os embarques de trigo para ração atingiram 3,018 milhões de toneladas na temporada 2023/24 até meados de abril/24, representando um aumento de 230 mil toneladas em comparação ao mesmo período do ano anterior. O principal porto de origem é Rio Grande, seguido por Imbituba/SC e Paranaguá/Antonina/PR.

Exportações Brasileiras do Grão

De acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), as projeções apontam que o Brasil exportará 80,582 mil toneladas de trigo em abril, em comparação com as 176,556 mil toneladas do mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, os embarques de trigo totalizam 2,103 milhões de toneladas.

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Exportações Argentinas

Na Argentina, o line-up de exportações de trigo prevê o envio de 404,5 mil toneladas em março, com um acumulado preliminar de 4,895 milhões de toneladas entre dezembro e abril. Comparativamente ao ano anterior, houve um aumento significativo nas exportações argentinas de trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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