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Cautela dos Compradores e Oferta Restrita Reduzem Negócios no Mercado de Feijão em Outubro

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O mês de outubro revelou-se desafiador para o mercado brasileiro de feijão, caracterizado por uma demanda fraca e preços pressionados desde o início do período. Essa situação foi influenciada por diversos fatores, incluindo questões macroeconômicas, a qualidade dos grãos e a oferta limitada.

De acordo com Gabriel Viana, analista da Safras & Mercado, o feijão carioca iniciou o mês com queda nos preços, reflexo da baixa procura no varejo e da qualidade inferior dos grãos. “A dificuldade de comercialização foi tão acentuada que ocorreram casos de devoluções de produtos. Na Zona Cerealista de São Paulo, a saca de feijão carioca extra, nota 9, foi negociada entre R$ 245,00 e R$ 275,00, variando conforme a qualidade”, relatou.

Viana destacou que problemas climáticos, como seca e queimadas, afetaram a qualidade dos lotes, resultando em grãos ressecados e frágeis, suscetíveis a quebras durante o beneficiamento. Entretanto, na segunda quinzena do mês, os preços do feijão carioca apresentaram uma recuperação de 6,8%, impulsionados pela oferta limitada e pelo aumento do consumo, especialmente em virtude da alta do preço do feijão preto.

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Em relação ao feijão preto, Viana observou que o cenário em outubro foi marcado por pressão negativa nos preços, principalmente devido à baixa demanda e à concorrência com o feijão argentino, que manteve preços entre R$ 350,00 e R$ 360,00 por saca. No mercado nacional, a saca de feijão preto extra teve uma variação próxima a R$ 350,00, enquanto lotes de qualidade inferior foram comercializados entre R$ 270,00 e R$ 300,00.

“Apesar da oferta relativamente limitada, as vendas de feijão preto seguiram em ritmo lento. O consumo foi enfraquecido, e o cenário econômico adverso impactou o poder de compra dos consumidores brasileiros”, afirmou.

Viana projeta que, nos próximos meses, espera-se um aumento na oferta com a chegada das novas safras. Se essa previsão se concretizar, poderá intensificar a pressão sobre os preços, especialmente se a demanda não mostrar sinais de recuperação.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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