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BC alerta que piora nas expectativas de inflação pode prolongar ciclo de alta nos juros

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O Banco Central (BC) indicou, em ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que uma piora nas expectativas de inflação pode estender o ciclo de alta da taxa básica de juros. O documento, divulgado nesta terça-feira, também reforça a importância de medidas fiscais para fomentar o crescimento econômico.

As expectativas do mercado para a inflação permanecem elevadas, com a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 subindo de 3,95% em setembro para 4,10% nesta semana, bem acima da meta de 3%. A desancoragem das expectativas de inflação é motivo de preocupação para todos os membros do Comitê, que veem a possibilidade de prolongamento do aperto monetário caso essa tendência persista.

Na última semana, o Copom decidiu aumentar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, alcançando 11,25% ao ano, em uma decisão unânime que não sinalizou os próximos passos da política monetária. Segundo a ata, a decisão de acelerar o ritmo do ajuste foi tomada devido à necessidade de uma política mais restritiva, considerando a resiliência da atividade econômica, o mercado de trabalho aquecido e a piora das previsões de inflação.

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Disciplina fiscal e sustentabilidade da dívida

Em meio a expectativas de novas medidas de controle de gastos pelo governo, o BC destacou a importância da sustentabilidade fiscal. A instituição alertou que a falta de reformas estruturais, a disciplina fiscal comprometida e o aumento do crédito direcionado podem elevar a taxa de juros neutra, prejudicando a eficácia da política monetária.

O BC também avaliou que uma redução mais estrutural no crescimento dos gastos públicos pode, a médio prazo, promover o crescimento econômico ao melhorar as condições financeiras, reduzir o prêmio de risco e aperfeiçoar a alocação de recursos.

Desafios no cenário de inflação e riscos externos

A ata aponta desafios adicionais para o controle da inflação no curto prazo, como a seca, que elevou os preços dos alimentos, além da pressão inflacionária dos serviços e da depreciação cambial, que complicam a convergência para a meta. O cenário externo também continua incerto, com tensões geopolíticas e a possível introdução de medidas econômicas nos Estados Unidos, incluindo estímulos fiscais e restrições comerciais, que podem impactar a economia global.

Por fim, o BC analisou a desaceleração da economia chinesa e ponderou que as medidas fiscais e monetárias anunciadas recentemente pelo país podem sustentar o crescimento de curto prazo, embora persistam desafios para o médio prazo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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