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Exportação de café da América do Sul cresce 24,7% no mês de novembro e totaliza 6,07 milhões de sacas

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O total das exportações de café, em nível mundial, atingiu um volume físico equivalente a 10,6 milhões de sacas de 60kg, no mês de novembro de 2023, número que representa um aumento de 4,2%, se comparado com as 10,18 milhões de sacas exportadas em novembro de 2022. De modo semelhante, se for expandido o período de análise das exportações globais para o total acumulado no período de outubro a novembro de 2023, os dois primeiros meses do ano-cafeeiro 2023-2024, constata-se que as exportações mundiais também registraram aumento de 3,9%, ao passarem de 17,7 milhões de sacas, em comparação com o mesmo período do ano-cafeeiro anterior.

Focando exclusivamente no mês de novembro de 2023, merece destaque a exportação de todas as formas de café da América do Sul, maior região produtora do planeta. A mencionada região aumentou 24,7% em relação a novembro de 2022 e atingiu o volume de 6,07 milhões de sacas de 60kg, o qual corresponde a 57,3% do total das exportações mundiais, que somaram 10,6 milhões de sacas no referido mês.

O principal fato gerador desse aumento das exportações da América do Sul foram os embarques dos Cafés do Brasil que cresceram 21,1%, nos mesmos termos comparativos, ao atingir 4,34 milhões de sacas exportadas, impulsionadas pelo expressivo aumento de 850,2% dos embarques nacionais do café robusta, que saltou de 90 mil sacas em novembro de 2022, para o equivalente a 860 mil sacas. As exportações de café robusta no mês de novembro de 2023 são as mais altas já registradas pelo País em um único mês, superando as 698 mil sacas vendidas em agosto de 2023.

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Antes de prosseguir com estas análises da performance da cafeicultura em nível mundial, no caso, em relação especificamente ao desempenho do ano-cafeeiro 2023-2024, convém esclarecer que tal estudo tem como base e fonte principal de consulta o Relatório sobre o mercado de Café – dezembro 2023, da Organização Internacional do Café – OIC, o qual está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Vale esclarecer que a Organização Internacional do Café – OIC considera e agrupa, nos seus respectivos relatórios e estudos as quatro grandes regiões produtoras de cafés citadas, quais sejam: Ásia & Oceania, México & América Central, África e América do Sul. E ainda que o ano-cafeeiro da Organização, em nível mundial, abrange o período compreendido entre os meses de outubro a setembro.

Ainda conforme o Relatório da OIC, o desempenho das exportações dos blocos regionais, de todas as formas de café, durante o mês de novembro de 2023, comparado com o mesmo mês de 2022, demonstra que as vendas de café da África caíram 13,5%, ao diminuírem de 1,16 milhão para 1,01 milhão de sacas.

No caso da Ásia & Oceania, importantes regiões produtoras de café em nível mundial, as exportações registraram queda de 18%, ao atingirem 3,12 milhões de sacas. A desaceleração deveu-se principalmente à Indonésia, cujas exportações caíram 45,2% de 890 mil sacas em novembro de 2022 para 490 mil sacas em novembro de 2023. As exportações de café do Vietnã, segundo maior produtor em nível mundial e maior produtor dessa região, também registraram queda de 7,7% no mesmo período comparativo.

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Quanto às exportações do México & América Central, também houve registro de aumento nos números, com um crescimento de 15,7%, ao somarem 410 mil sacas. Guatemala, Honduras e México são as principais origens do crescimento das exportações do bloco no mês de novembro, registrando aumento de 114%, 29,7% e 11,8%, respectivamente.

Conforme mencionado anteriormente, a América do Sul aumentou em 24,7% suas exportações de café no mês de novembro, ao totalizar 6,07 milhões de sacas embarcadas. A principal fonte de crescimento dessa região produtora foi o Brasil com desempenho 21,1% maior que o de novembro de 2022, com destaque para o expressivo crescimento de mais de 850% dos cafés Robusta, que com 860 mil sacas vendidas registraram o maior volume já exportado pelo País, em um único mês, desse tipo de café.

Visite o site do Observatório do Café para ler na íntegra o Relatório sobre o mercado de Café – dezembro de 2023, da OIC, pelo link: http://www.consorciopesquisacafe.com.br/images/stories/noticias/2021/2023/Dezembro/relatorio_oic_dezembro_2023.pdf

Fonte: Embrapa Café

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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