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Exportação Brasileira de Açúcar Registra o Menor Volume em Dois Anos, Aponta Secex

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O volume exportado é o menor registrado nos últimos dois anos, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A diminuição dos embarques reflete a baixa nos estoques de açúcar, mesmo com o início da nova safra no Centro-Sul do Brasil. Confira os principais detalhes sobre o desempenho das exportações brasileiras e os reflexos no mercado de commodities.

Açúcar: Menor Volume Exportado em Dois Anos

Em abril de 2025, o Brasil exportou 1,56 milhão de toneladas de açúcar, um declínio significativo de 17,7% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este volume representa o menor total exportado desde abril de 2023, quando o país enviou 972 mil toneladas ao mercado externo.

Apesar do início da moagem da safra 2025/26 no Centro-Sul, os embarques de açúcar sofreram uma retração devido aos baixos estoques, que estão cerca de 70% abaixo da média histórica registrada no primeiro trimestre de 2025. Os dados são de uma análise da consultoria Safras & Mercado, que destaca a escassez de produto disponível para exportação.

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Impacto dos Estoques Baixos e da Nova Safra

A redução nos volumes exportados de açúcar é consequência direta dos estoques baixos na região Centro-Sul do Brasil. O setor enfrenta uma oferta limitada de produto, o que impacta a capacidade de atender à demanda externa. Embora a moagem da nova safra tenha começado, os estoques insuficientes de açúcar não permitem uma recuperação imediata dos níveis de exportação.

Outras Commodities: Café e Soja

Enquanto as exportações de açúcar apresentaram queda, outros produtos brasileiros mostraram resultados distintos. As exportações de café somaram 173 mil toneladas, ou 2,88 milhões de sacas de 60 kg, uma queda de 32% em relação a abril de 2024. Esse declínio pode ser atribuído aos efeitos de uma exportação recorde no ano anterior, apesar da safra abaixo do potencial.

Por outro lado, a soja registrou um crescimento de 4% nas exportações em comparação ao mesmo mês de 2024. O Brasil exportou 15,3 milhões de toneladas da oleaginosa, impulsionada por uma colheita recorde, estimada em cerca de 170 milhões de toneladas. Esse volume representa um dos maiores níveis históricos de exportação de soja.

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Recordes e Estabilidade nas Exportações de Soja

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informou que o Brasil alcançou um marco histórico em março de 2025, com a exportação de 15,7 milhões de toneladas de soja, o maior volume já registrado, igualando a marca de abril de 2021. A estabilidade nas exportações de soja reflete a alta demanda global pela commodity e o bom desempenho da safra brasileira.

As exportações brasileiras de açúcar em abril sofreram uma queda significativa, refletindo os baixos estoques e os desafios enfrentados pelo setor. No entanto, outros produtos como soja e café apresentaram desempenhos variados, com soja alcançando recordes de exportação. A dinâmica das commodities continuará sendo influenciada por fatores climáticos e de mercado, com o Brasil mantendo seu papel importante no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de diesel no Brasil deve bater recorde em 2026 com 70,8 milhões de m³, impulsionado pelo agronegócio

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Demanda por diesel deve atingir novo recorde histórico em 2026

O consumo de diesel no Brasil deve alcançar um novo patamar histórico em 2026, refletindo o dinamismo do agronegócio, da indústria e da logística. Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B está projetada em 70,8 milhões de metros cúbicos, crescimento de 1,9% na comparação anual.

O avanço é sustentado principalmente pelo ritmo da colheita agrícola, aumento das exportações e intensificação do transporte rodoviário de cargas.

“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística”, destaca o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

Início de ano mais fraco, mas tendência é de recuperação

Apesar da projeção positiva, o início de 2026 apresentou desempenho mais moderado. As vendas de diesel registraram queda de 1,7% no primeiro bimestre, impactadas por fatores pontuais:

  • Atraso na colheita da soja
  • Antecipação de compras no fim de 2025
  • Ajustes tributários, como aumento do ICMS

No entanto, indicadores recentes já sinalizam retomada. Em março, o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas cresceu 7,5%, refletindo o aquecimento do transporte de cargas no país.

Regiões Sul e Sudeste lideram crescimento da demanda

No recorte regional, o relatório aponta que as regiões Sudeste e Sul devem concentrar a maior expansão do consumo de diesel, impulsionadas por:

  • Recuperação da produção agrícola
  • Desempenho da atividade industrial
  • Intensificação do fluxo logístico rumo aos portos
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Já o Centro-Oeste deve apresentar crescimento mais moderado, influenciado pela expectativa de menor produção de grãos, embora haja avanço no transporte de etanol de milho.

Produção nacional cresce e reduz necessidade de importações

Do lado da oferta, a produção nacional de diesel A ganhou força no primeiro trimestre, com alta de 4,5%, impulsionada principalmente em março.

Esse movimento reflete esforços das refinarias para ampliar a oferta interna diante das incertezas globais no mercado de energia.

Com isso, a expectativa é de redução nas importações, que devem somar 17,2 milhões de m³ em 2026, queda de 0,6% na comparação anual.

Biodiesel avança acima do diesel e reforça papel estratégico

No segmento de biocombustíveis, o crescimento será ainda mais expressivo. A demanda por biodiesel deve avançar 7,2%, atingindo 10,4 milhões de m³ em 2026.

O desempenho é impulsionado por:

  • Aumento da mistura obrigatória para B15
  • Crescimento da demanda por diesel
  • Busca por alternativas para reduzir dependência externa

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto o dinamismo da demanda por diesel no país”, explica a analista Isabela Garcia.

Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O relatório aponta que o óleo de soja continuará como principal insumo para a produção de biodiesel, com participação estimada em 84,7%.

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O avanço é favorecido pela ampla oferta interna e pela expectativa de esmagamento recorde de soja no país.

Em um cenário alternativo com adoção da mistura B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de m³.

Cenário internacional ainda traz incertezas

Mesmo com o ambiente externo marcado por volatilidade — incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços de energia —, a avaliação é de que a demanda por diesel no Brasil deve se manter resiliente.

Isso porque o consumo do combustível está diretamente ligado à atividade econômica, especialmente:

  • Transporte de cargas
  • Produção agroindustrial
  • Cadeias logísticas

Por outro lado, um cenário de deterioração econômica global pode impactar negativamente o consumo no curto prazo.

A expectativa de recorde no consumo de diesel em 2026 reforça o papel central do agronegócio e da logística na demanda por energia no Brasil, enquanto o avanço do biodiesel consolida a transição para uma matriz mais diversificada e estratégica no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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