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Exporta Mais Brasil: Setor de Bebidas Projeta USD 1,7 Milhões em Negócios Após Rodada em Tocantins

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O programa Exporta Mais Brasil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), concluiu com sucesso mais uma rodada de negociações na última semana. O evento, realizado em Tocantins durante a Agrotins 2024, focou no setor de bebidas e promoveu 90 reuniões de negócios entre 16 empresas brasileiras e sete compradores internacionais. A expectativa de negócios para os próximos 12 meses supera USD 1,7 milhões.

Conhecendo a Produção Tocantinense

Representantes de cinco países – Moçambique, Portugal, Japão, Peru e Índia – foram convidados pela ApexBrasil para uma agenda intensa e estratégica, visando uma maior aproximação com a produção nacional de bebidas. A visita começou na sede da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO), onde, juntamente com a equipe do Governo do Tocantins, foram apresentados os grandes potenciais do estado, incluindo itens do programa governamental “Produtos da Terra”. A qualidade dos produtos locais impressionou os compradores internacionais.

Na sequência, os convidados realizaram uma visita técnica à Fazenda Retiro, onde está localizada a nascente da água mineral Rio Leve, conhecida pela composição rica em silício, considerado o “mineral da juventude”. Antônio Adriano, proprietário da empresa, conduziu a visita e compartilhou a história da marca, destacando a alta qualidade da água produzida. “Hoje foi um dia marcante na minha vida. Vocês podem levar para seus países o relato de que estiveram diante de uma das melhores águas do mundo”, afirmou emocionado.

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Rafael Lopes dos Reis, da empresa Made in Market, de Portugal, elogiou a visita e a qualidade do produto. “Temos aqui a possibilidade de levar a boa qualidade de Tocantins e a pureza da água para fora. É isso que o Tocantins merece e é para isso que estamos aqui”, declarou.

Fazendo Negócios

No segundo dia da programação, durante a Agrotins 2024 – a maior feira agrotecnológica da região Norte –, foram realizadas rodadas de negócios entre as empresas brasileiras e os compradores internacionais. Com 90 reuniões realizadas, a expectativa de negócios para os próximos 12 meses supera USD 1,7 milhões.

Marcos Antônio Ferreira, da Cachaça Meu Garoto, destacou a importância da participação no Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) da ApexBrasil. “A sensação que tivemos foi que estávamos fazendo várias viagens dentro de uma só”, comentou. Ele destacou a recepção positiva dos compradores internacionais ao jambu, ingrediente especial da cachaça. “Foi uma euforia! Plantamos a vontade de que mais pessoas ao redor do mundo experimentem o produto”, brincou.

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Ana Lídia Zoni Ribeiro, CEO da Hidromel Uruçun da Amazônia, compartilhou sua experiência de transição de pesquisadora para empresária. A partir de uma pesquisa científica com a Embrapa, Ana viu a oportunidade de transformar mel com alto teor de água em hidromel. Após ser capacitada pelo PEIEX, ela se sentiu pronta para exportar. “Eu indico e aconselho que todos façam o PEIEX. Muitas marcas têm medo do mercado internacional, mas a ApexBrasil mostra que exportar é possível”, afirmou. Durante as rodadas na Agrotins, a marca foi um sucesso e Ana já fechou negócios, com expectativa de enviar os primeiros lotes aos novos parceiros em breve.

A ApexBrasil continua a apoiar empresas brasileiras no acesso ao mercado internacional, mostrando que exportar não é um desafio intransponível, mas uma oportunidade viável e lucrativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ABPA rebate denúncia de contaminação em frango brasileiro exportado à Grécia e reforça segurança sanitária

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) contestou informações divulgadas por um veículo internacional sobre uma suposta contaminação por Salmonella em carne de frango brasileira exportada à Grécia. Segundo a entidade, a narrativa apresenta inconsistências técnicas e não encontra respaldo nos sistemas oficiais de monitoramento sanitário da União Europeia.

Inconsistências técnicas colocam denúncia em dúvida

De acordo com a ABPA, o volume citado na reportagem — cerca de 3 toneladas — não condiz com os padrões logísticos do comércio internacional de carne de frango. As exportações brasileiras são realizadas, majoritariamente, em contêineres refrigerados com capacidade entre 25 e 27 toneladas, o que torna o dado apresentado incompatível com a prática do setor.

Outro ponto destacado pela entidade é a impossibilidade de vincular o suposto caso ao início de qualquer fluxo comercial relacionado ao acordo entre União Europeia e Mercosul. Isso porque o processo envolve etapas rigorosas de certificação sanitária, autorização e logística internacional, que demandam tempo e cumprimento de protocolos específicos.

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Sistema europeu não registra ocorrência

A ABPA também ressaltou que não há qualquer registro do caso no Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), sistema oficial da União Europeia utilizado para notificações sanitárias envolvendo alimentos.

A ausência de notificação no sistema europeu, segundo a entidade, impede a confirmação do episódio nos termos divulgados, enfraquecendo a credibilidade da informação veiculada.

Critérios sanitários seguem padrões internacionais

No âmbito técnico, a associação destaca que a interpretação apresentada sobre a presença de Salmonella não considera os critérios aplicáveis à carne crua. Esses parâmetros seguem normas internacionais e são monitorados de forma rigorosa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

O sistema brasileiro de controle sanitário conta ainda com auditorias frequentes realizadas por autoridades da Comissão Europeia, o que reforça a confiabilidade dos processos produtivos e de exportação.

Brasil reforça compromisso com segurança dos alimentos

Diante do episódio, a ABPA reiterou a robustez do sistema sanitário nacional e o compromisso da cadeia produtiva com os mais elevados padrões internacionais de segurança alimentar.

O Brasil é um dos maiores exportadores globais de carne de frango, com presença consolidada em mercados exigentes, incluindo países da União Europeia, o que exige conformidade contínua com protocolos rigorosos de qualidade e rastreabilidade.

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Setor mantém credibilidade no mercado internacional

Mesmo diante de episódios pontuais de questionamento, a indústria brasileira de proteína animal segue respaldada por sistemas de controle reconhecidos internacionalmente, o que sustenta sua competitividade e acesso a mercados estratégicos.

A ABPA reforça que segue acompanhando o caso e à disposição para esclarecimentos, mantendo o compromisso com a transparência e a segurança dos produtos exportados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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