AGRONEGÓCIO

Exporta Mais Brasil inicia nova edição em abril com foco em alimentos saudáveis e tecnologia da informação

Publicado em

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) dará início, em abril, à programação de 2025 do Exporta Mais Brasil, iniciativa que promove a aproximação entre empresas brasileiras e compradores internacionais por meio de rodadas de negócios presenciais. A nova edição começa no dia 7 de abril, em Aracaju (SE), com foco no setor de alimentos e bebidas saudáveis (healthy foods). Dois dias depois, em 9 de abril, será a vez da capital federal sediar o encontro voltado ao setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Ao longo do ano, estão previstas 13 edições, cada uma dedicada a um setor específico e realizada em um estado diferente do país.

O diferencial do Exporta Mais Brasil é justamente o modelo de atuação: em vez de levar as empresas brasileiras ao exterior, o programa convida os compradores estrangeiros a conhecerem de perto a produção nacional. Essa estratégia permite negociações diretas, oferece aos compradores a chance de verificar a origem dos produtos e amplia a confiança no processo comercial.

“É o encontro perfeito entre quem quer comprar e quem está pronto para vender”, afirma o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. “Os números demonstram que o programa já gerou grandes resultados em pouco tempo e seguirá ampliando essas oportunidades em 2025. São milhares de portas abertas para que os empreendedores brasileiros estejam frente a frente com compradores de diversos países, interessados no que o Brasil tem de melhor a oferecer.”

Com esse modelo, empresas de diferentes tamanhos e setores conseguem iniciar sua jornada internacional sem precisar sair do país, muitas delas estreando no mercado externo com o apoio técnico da ApexBrasil. A programação inclui rodadas de negócios, visitas técnicas a unidades produtivas e capacitação prévia, de modo a preparar os empresários para apresentar seus produtos de maneira eficiente e atrativa.

Leia Também:  Colheita de Milho no Mato Grosso do Sul atinge 91% com Condições de Lavouras em Declínio

“Além dos encontros comerciais, realizamos visitas técnicas a fazendas, indústrias e outras instalações produtivas, o que permite aos compradores conhecerem de perto o nível de qualidade e comprometimento dos nossos produtos. Isso reforça a confiança no momento de fechar os contratos”, destaca Igor Celeste, gerente regional da ApexBrasil. Ele também explica que os compradores convidados são criteriosamente selecionados conforme o perfil de cada setor trabalhado.

Neste ano, o programa contará com o reforço de uma parceria com o Sebrae Nacional, que subsidiará parte dos deslocamentos nacionais de micro e pequenas empresas (MPEs) que participarem das rodadas fora de seus estados de origem.

Desde sua criação, em agosto de 2023, o Exporta Mais Brasil já realizou 28 edições, movimentando mais de R$ 553 milhões em expectativas de negócios. Foram promovidas mais de seis mil reuniões, conectando 875 empresas brasileiras a 305 compradores internacionais de 65 países. Apenas em 2024, o programa gerou R$ 277,6 milhões em expectativas de negócios, resultado de cerca de três mil reuniões entre 388 empresas nacionais e 162 compradores de 50 países.

Primeira rodada: alimentos e bebidas saudáveis

Nos dias 7 e 8 de abril, Aracaju será palco da primeira rodada de 2025, com foco no setor de healthy foods. Participarão do evento 20 empresas brasileiras de diferentes estados, que terão a oportunidade de negociar com seis compradores internacionais, provenientes de seis países distintos. Durante o encontro, os importadores também farão visitas técnicas às empresas Maratá Sucos e Topruit.

Segunda rodada: tecnologia da informação e comunicação

De 9 a 11 de abril, Brasília sediará a segunda edição do ano, voltada ao setor de TIC. A rodada contará com a presença de seis compradores internacionais de cinco países, que participarão de encontros com 25 empresas brasileiras do setor. A cerimônia de abertura será realizada no dia 9, às 17h, no Sebrae LAB, localizado no Parque Tecnológico BIOTIC. O evento reunirá representantes da ApexBrasil, do Sebrae-DF, das empresas participantes e de entidades parceiras como o Sindicato da Indústria da Informação do DF (Sinfor-DF) e a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), que apresentarão um panorama sobre o setor de TIC e inovação no Brasil e no Distrito Federal.

Leia Também:  Principais nomes do agro se reúnem amanhã no Congresso Andav

As rodadas de negócios ocorrerão no dia 10, no centro de convenções Brasil 21, dentro da programação do Sebrae Inova, evento promovido pelo Sebrae-DF.

Além dos encontros comerciais, as empresas participantes terão acesso a uma capacitação por meio do projeto setorial Brasil IT+, parceria entre a ApexBrasil e a Softex. Criado em 2005, o projeto tem como objetivo ampliar as exportações do setor, fortalecer a visibilidade da indústria brasileira de TI e consolidar o país como referência global em tecnologia. O convênio para sua execução foi renovado para o biênio 2024-2025.

Ao longo de seus 19 anos de existência, o Brasil IT+ já atendeu mais de mil empresas com foco em internacionalização. Em 2023, o projeto movimentou US$ 793 milhões em negócios. O número de empresas envolvidas cresceu de 175 em 2022 para 230 em 2023, enquanto o total de exportadoras saltou de 59 para 88, um aumento de 67%.

A edição brasiliense do Exporta Mais Brasil conta com o apoio do Governo do Distrito Federal, Sebrae-DF, Softex, Fecomércio-DF, Fibra, Sinfor-DF e do Parque Tecnológico BIOTIC.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

Published

on

A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

Leia Também:  Principais nomes do agro se reúnem amanhã no Congresso Andav

A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

Leia Também:  Barra Agroshow movimenta mais de R$ 32 milhões e se consolida no agronegócio baiano

Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA