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Exporta Mais Brasil: empresas de couros e curtumes podem se inscrever para rodadas de negócio internacionais

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Estão abertas, até 16 de março, as inscrições para a rodada de couros e curtumes do Exporta Mais Brasil(https://apexbrasil.com.br/content/apexbrasil_landingpages/en/exporta-mais-brasil.html), programa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) que facilita o contato entre compradores internacionais e empresas brasileiras sem que elas precisem sair do país. As reuniões acontecerão nos dias 2 e 3 de abril em São Luís, no Maranhão. Clique aqui para se inscrever.

Para as 15 vagas disponíveis, o programa buscará identificar empresas brasileiras do setor de couros e curtumes que possuam potencial exportador. As produtoras selecionadas terão a oportunidade de fazer rodadas de negócio com compradores de diferentes países, em reuniões com aproximadamente meia hora cada e com o auxílio de técnicos e tradutores a serviço da ApexBrasil.

Tanto os compradores internacionais quanto as empresas brasileiras vão receber suas agendas antes das reuniões de negócios, a partir de um serviço especializado de matchmaking oferecido pela ApexBrasil. Os importadores serão arregimentados pelos escritórios da Agência no exterior, a partir do interesse em adquirir produtos da cadeia brasileira de couro e curtumes.

Para pontuação e classificação das empresas inscritas, serão levados em conta os seguintes critérios:

  • Existência de ferramentas de comunicação digital em inglês e/ou espanhol, como website, catálogo de produtos, perfil no Instagram;
  • Participação no Programa de Qualificação para Exportação da ApexBrasil (PEIEX);
  • Cargo(s) de liderança(s) ocupado(s) por mulher(es);
  • Valor de exportação global em 2023 (em US$ FOB) – quanto menor o valor, maior será pontuação, de forma a priorizar aquelas de jornada exportadora iniciante.
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A rodada de couros e curtumes do Exporta Mais Brasil é realizada em parceria com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), parceira da ApexBrasil na execução do projeto Brazilian Leather(https://www.cicb.org.br/brazilian-leather/en), que promove o couro brasileiro no mercado internacional. Também conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA).

O setor de couros

Dados do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) mostram que o país tem hoje o maior rebanho comercial do mundo, exportando mais de US$ 2 bilhões ao ano para 80 países. Os números indicam a pujança do setor: são mais de 244 plantas curtidoras, 2.800 indústrias de componentes para couro e calçados e 120 fábricas de máquinas e equipamentos. O setor emprega mais de 30 mil pessoas, com forte inserção nos segmentos moveleiro, calçadista e automotivo.

Sobre o Exporta Mais Brasil

Com o slogan “Rodando o país para as nossas empresas ganharem o mundo”, o Exporta Mais Brasil foi criado pela ApexBrasil para potencializar as exportações do país a partir de uma aproximação ativa com diferentes setores da economia de todas as regiões do Brasil. Por meio do programa, empresas brasileiras têm a oportunidade de se reunir com compradores internacionais que vêm ao país em busca de produtos e serviços ligados a setores específicos.

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Em 2023, com investimento de R$ 5 milhões, o Exporta Mais Brasil completou 13 rodadas em 13 estados brasileiros, dedicadas a 13 diferentes setores produtivos. O programa movimentou, ao todo, R$ 275 milhões em negócios e promoveu 3.496 reuniões de negócios entre 143 compradores internacionais de 41 países e 487 empresas brasileiras. Em 2024, o programa visitará os outros 14 estados do país, contemplando mais 14 setores produtivos. A primeira rodada será dedicada ao segmento de frutas e derivados, em Macapá; já a segunda, ao de couros e curtumes, em São Luís.

Fonte: ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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