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Canadá Assume a 9ª Posição entre os Principais Destinos das Exportações Brasileiras

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O Canadá subiu ao 9º lugar no ranking dos principais destinos das exportações brasileiras, refletindo o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. De janeiro a setembro de 2024, as exportações brasileiras para o mercado canadense totalizaram US$ 4,4 bilhões (FOB), o maior nível já registrado para o período, com crescimento de 7% em relação ao mesmo intervalo de 2023.

Os dados, divulgados pelo estudo Quick Trade Facts da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), evidenciam o impacto positivo dessa relação, que envolve desde o agronegócio até setores como mineração e aviação.

Saldo Comercial Recorde e Crescimento Sustentável

As exportações brasileiras foram decisivas para um superávit histórico de US$ 2,2 bilhões (FOB) na balança comercial bilateral nos primeiros nove meses de 2024, marcando um avanço de 50,5% em relação ao mesmo período de 2023. Para efeito de comparação, em 2022, o saldo era deficitário para o Brasil em US$ 362 milhões (FOB).

Embora a corrente comercial total entre os dois países tenha alcançado US$ 6,7 bilhões (FOB), uma leve queda de 2,6% em relação ao ano anterior, o desempenho robusto nas exportações brasileiras mantém otimismo para o fechamento do ano. Há expectativa de aproximação dos números recordes de 2022, quando o comércio bilateral superou a marca dos US$ 10 bilhões (FOB).

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“Nos últimos dez anos, as exportações brasileiras para o Canadá cresceram mais de 60%, consolidando um marco na relação bilateral. Esse avanço é fruto do trabalho conjunto entre instituições, governos e ações comerciais que fortalecem os negócios e posicionam o Canadá como porta de entrada para novos mercados na América do Norte, Europa e Ásia”, destaca Hilton Nascimento, diretor comercial da CCBC.

Principais Produtos Exportados

Entre os produtos brasileiros mais exportados ao Canadá, pedras e metais preciosos, especialmente ouro, lideram, representando 28% do total exportado. Na sequência, destacam-se:

  • Alumina (óxido de alumínio): 24% do total;
  • Aeronaves e equipamentos (incluindo peças): 9,9%;
  • Açúcares e melaços: 9,3%.

No agronegócio, o café brasileiro apresentou crescimento expressivo, com alta de 95% nas exportações no período, alcançando US$ 153,7 milhões (FOB) e correspondendo a 3,5% do total enviado ao Canadá. A crescente aceitação do café brasileiro pelos consumidores canadenses reforça o potencial de expansão do produto no mercado local.

Importações: Redução no Volume, Destaque para Fertilizantes

As importações brasileiras de produtos canadenses totalizaram US$ 2,2 bilhões (FOB) entre janeiro e setembro de 2024, uma redução de 17,3% em relação ao mesmo período de 2023. O recuo é atribuído à desvalorização do real, que encareceu produtos importados.

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Apesar da queda, adubos e fertilizantes continuam liderando a pauta de importações, representando 49% do total, embora o valor tenha diminuído 33%, passando de US$ 1,95 bilhão em 2023 para US$ 1,09 bilhão neste ano.

Outros destaques incluem:

  • Motores e máquinas não elétricos, com alta de 98,4%, somando US$ 191 milhões (FOB);
  • Aeronaves e equipamentos (incluindo peças), que registraram aumento de 37,2%, para US$ 137 milhões (FOB).
Perspectivas para 2024 e Futuro da Relação Bilateral

Segundo Daniella Leite, diretora de Associados e Novos Negócios da CCBC, a agenda bilateral de encontros e iniciativas tem sido essencial para ampliar as oportunidades comerciais. “O trabalho conjunto, somado às missões comerciais em áreas como inteligência artificial, transição energética e inovação em saúde, fortalece ainda mais os laços entre Brasil e Canadá.”

Com números recordes e a perspectiva de expansão de mercados, o Canadá consolida sua posição como parceiro estratégico do Brasil, impulsionando oportunidades que vão além do comércio tradicional, alcançando setores inovadores e de alto valor agregado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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