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ExpoLondrina 2024: Sucesso de público e negócios, movimentando mais de R$ 1,3 bilhão

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A 62ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina) superou todas as expectativas, movimentando mais de R$ 1,3 bilhão em negócios ao longo dos dez dias de evento, de 5 a 14 de abril de 2024. O evento, organizado pela Sociedade Rural do Paraná, registrou a participação de mais de cinco mil animais, além da presença de importantes fabricantes de maquinários agrícolas, concessionárias de veículos e outros segmentos ligados ao agronegócio.

O evento deste ano reuniu 455 mil visitantes no Parque Governador Ney Braga, empregando diretamente e indiretamente cerca de nove mil pessoas. Diferente do ano passado, quando a feira teve 11 dias de duração, a ExpoLondrina 2024 foi realizada em dez dias e ainda assim superou a marca anterior em volume de negócios. Segundo o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, o sucesso do evento se deve ao compromisso com a qualidade e à oferta de atividades diversificadas, tanto para o público rural quanto para os visitantes em geral.

Agenda Técnica e Inovações Tecnológicas

O simpósio, palestras e seminários foram parte integrante da programação, oferecendo 108 atividades que atrairam mais de sete mil participantes. Entre os temas discutidos estavam manejo do solo, sustentabilidade na pecuária e agricultura, bem como o futuro do agronegócio no Brasil. Além disso, o Pavilhão Smart Agro se destacou como o centro de inovação e tecnologia da feira, reunindo três auditórios de palestras, 16 expositores e 15 startups, demonstrando a importância da tecnologia no agronegócio moderno.

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Animais e Competências Equestres

Mais de cinco mil animais, entre bovinos, equinos, ovinos, suínos e outros, foram expostos no evento. A Expo Genética, novidade deste ano, ofereceu oportunidades para criadores e produtores interessados no melhoramento genético de animais, com destaque para os bovinos da raça Nelore. No total, 11 leilões foram realizados, gerando mais de R$ 14 milhões em negócios. As competições equestres também foram um grande atrativo, com cerca de mil cavalos inscritos em diversas modalidades como Salto, 3 Tambores e Laço em Dupla.

Negócios e Vendas

Com mais de 300 expositores, a ExpoLondrina 2024 consolidou-se como uma grande plataforma de negócios. Ao todo, mais de mil veículos foram vendidos, totalizando R$ 190 milhões em contratos. Na área gastronômica, o evento reuniu 10 restaurantes, 12 food trucks e 70 expositores de alimentação, enquanto o setor de consórcios fechou R$ 76 milhões em vendas.

Compromisso Social e Sustentabilidade

A ExpoLondrina reforçou seu compromisso com a sustentabilidade, recebendo o Certificado de Neutralização de Emissões de CO2, um reconhecimento pelo esforço em neutralizar o carbono gerado durante os dez dias de feira. Além disso, foram realizadas diversas ações sociais, incluindo a doação de mais de R$ 1 milhão para o Hospital do Câncer de Londrina, quase o dobro do valor doado no ano anterior. O evento também ofereceu mais de 30 mil visitas gratuitas para estudantes, idosos e pessoas com deficiência, mostrando o compromisso com a comunidade local.

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Entretenimento e Próximos Passos

A diversão foi um ponto forte da ExpoLondrina 2024, com atrações musicais, shows e rodeio. A Diverti foi a empresa responsável pela produção dos eventos, que contou com mais de 150 mil pessoas ao longo de oito dias, além de atrações musicais de renome nacional, DJs e competições de rodeio.

A 63ª ExpoLondrina já tem data marcada: de 4 a 13 de abril de 2025. A expectativa é que o evento continue a crescer e a fortalecer sua posição como uma das maiores feiras agroindustriais do Brasil, unindo negócios, inovação, sustentabilidade e compromisso social.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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