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Brasil projeta avanços na cotonicultura e consolida liderança global em exportações de algodão

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Com 90% da safra 2023/2024 já beneficiada, a 77ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, realizada em Brasília no dia 3 de dezembro, consolidou os dados da colheita mais recente e apresentou perspectivas para o ciclo 2024/2025. Este foi o último encontro do ano, reunindo presencial e virtualmente representantes do setor, como produtores, indústria, exportadores e o governo. A Câmara, presidida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), é uma iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e já tem reuniões agendadas para 2025.

O Brasil, que em 2024 se tornou o maior exportador mundial de algodão, deve manter a posição em 2025. A Abrapa prevê um aumento de 5,8% na produção beneficiada, alcançando 3,91 milhões de toneladas, enquanto a área cultivada deve crescer 6,6%, atingindo 2,12 milhões de hectares. Apesar do crescimento, a produtividade média poderá ser ligeiramente menor (-0,7%) em relação à safra anterior.

Entre os estados que mais expandirão suas áreas estão Piauí, com aumento de 47,1%, e Minas Gerais, com 33,1%. Mato Grosso e Bahia, maiores produtores do país, projetam crescimentos de 5% e 10%, respectivamente. Além disso, o Pará se prepara para integrar a base da Abrapa, ampliando sua área de cultivo de 145 para 500 hectares.

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Segundo o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, a conquista da liderança mundial nas exportações reflete o trabalho conjunto entre produtores, indústria e parcerias estratégicas, como a da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). “A eficiência e o rigor no controle de custos serão fundamentais para mantermos essa posição e garantirmos a rentabilidade do produtor”, afirmou.

Exportações em destaque

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o Brasil exportou 945 mil toneladas até novembro de 2024. A previsão para 2024/2025 é de 2,8 milhões de toneladas exportadas, consolidando o país como maior exportador global. Os principais destinos são China, Vietnã e Paquistão, seguidos por Bangladesh e Turquia.

O mercado internacional apresenta sinais de recuperação, com os preços futuros para dezembro de 2025 cotados a US$ 0,7104/lb. No entanto, o Brasil deve se manter como terceiro maior produtor mundial, atrás de China e Índia, enquanto a China segue como maior consumidora e importadora.

Desafios e avanços na indústria têxtil

A indústria têxtil brasileira fechou 2024 com crescimento moderado. A produção de têxteis aumentou 3,6%, e a de vestuário, 1,7%. Contudo, as exportações do setor caíram 5,6%, enquanto as importações subiram 20%. Apesar disso, o setor gerou mais de 30 mil novos empregos.

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Para 2025, o setor busca superar desafios como a falta de mão de obra qualificada e a alta carga tributária, investindo em tecnologias, sustentabilidade e expansão de mercados. Fernando Pimentel, presidente emérito da Abit, destacou a importância de impulsionar o consumo interno de algodão, reforçando a competitividade do Brasil no mercado global.

Saúde das lavouras em debate

Doenças como a ramulária e a mancha-alvo foram abordadas pelo pesquisador Fabiano Perina, da Embrapa, durante a reunião. Ensaios realizados em parceria com instituições de pesquisa e produtores indicam que a rotação de fungicidas e estratégias regionais são essenciais para evitar a resistência de patógenos e garantir a sustentabilidade do setor.

Os avanços tecnológicos e as práticas fitossanitárias prometem fortalecer a competitividade do algodão brasileiro, assegurando sua relevância no mercado internacional e atendendo à crescente demanda por produtos sustentáveis e de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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