AGRONEGÓCIO

Expedição Cerrado desembarca no Paraná

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A Expedição Cerrado virá ao município de Campo Mourão (PR) para um evento inédito com produtores rurais, empresários, cooperativas, estudantes e professores ligados ao agronegócio. O encontro será no dia 16 de janeiro de 2024, das 8h às 18h, na unidade Câmpus do Centro Universitário Integrado.

Em 11 anos de atividades, essa é a primeira vez que a caravana – formada pelo Grupo de Experimentação Agrícola (GEA) da Esalq/USP – desembarca no Noroeste do Paraná, que é uma das regiões de maior produtividade do país.

O objetivo é debater o manejo de altas produtividades do sistema Soja-Milho, ter contato com os desafios enfrentados pelos produtores locais, compartilhar conhecimentos técnicos e estreitar relações entre as instituições de ensino.

Parceria de sucesso

A Esalq/USP é a escola de agronomia mais antiga do país. Já o curso de agronomia do Integrado conquistou o primeiro lugar entre as instituições de ensino superior particulares no Estado, o sétimo lugar no cenário geral paranaense e a 42ª posição em nível nacional, de acordo com o Ranking Universitário da Folha 2023.

A vinda a Campo Mourão está sendo viabilizada pelo BeAgro; o primeiro ecossistema de educação, inovação e tecnologia para o agronegócio do Brasil. Essa vertical do agronegócio tem dezenas de projetos e ações como bootcamps, webinários, residência agronômica, educação corporativa e oferta diferentes conhecimentos e novas especializações.

“Graças a esses trabalhos, somos reconhecidos como um importante polo acadêmico no ensino do agro e isso ajuda em novas parcerias como essa”, explica Marcelo Savoldi Picoli, pós-doutor em Patologia das Plantas pela Universidade Estadual de Iowa (USA) e coordenador do curso de agronomia do Centro Universitário Integrado.

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Programação

As palestras que vão acontecer no dia 16 de janeiro de 2024 envolvem temas como a Performance agronômica da cultura da soja num cenário de mudanças climáticas; Fixação biológica de nitrogênio na soja; Manejo das plantas daninhas capim-pé-de-galinha e caruru Palmer resistente a herbicidas; Adubação e nutrição em Soja-Milho.

De Campo Mourão, a expedição segue – via Oeste do Brasil – para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraguai, onde os participantes vão conhecer as lavouras de soja do país vizinho. O grupo retorna a São Paulo pelo litoral, mas antes visita o Porto de Paranaguá (PR) para entender a logística da exportação de grãos.

Origem

A Expedição Cerrado é a maior viagem técnica organizada por estudantes de agronomia no Brasil. Ela começou em 2012, saindo de Piracicaba (SP) em direção ao Nordeste, e o objetivo inicial era conhecer as dores dos produtores rurais e as plantações de soja.

“Com o tempo, a expedição anual foi ampliando e abrangendo mais locais nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e outros tipos de culturas como milho, café, feijão e algodão. Essa será a primeira vez internacionalmente e teremos um foco importante sobre os impactos no campo do fenômeno El Niño”, diz Maria Fernanda Sanches, organizadora da edição 2024.

Os participantes da Expedição Cerrado são avaliados em rigorosos processos seletivos e também pelo desempenho na universidade. De todos os inscritos, apenas 13 foram aprovados para a caravana de 2024.

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Exemplos da vida real

A acadêmica de agronomia relata que viu algumas coisas nas lavouras que mudaram sua percepção em determinados assuntos. “No interior de São Paulo, onde está a Esalq/USP, não há problemas de logística como no Centro-Oeste do Brasil, onde as áreas são muito grandes e impactam no custo do produto, devido aos longos trajetos de transporte”, conta Maria Fernanda.

Já numa fazenda do Mato Grosso – em que o proprietário precisava fazer uma correção de solo – os estudantes aprenderam em sala de aula que calcário seria a solução para aquele problema. Na teoria, algo simples: aplica na quantidade certa e o problema está resolvido. Mas na prática, viram que é inviável, já que o produto quase não está disponível na região e o custo logístico para transportá-lo até a fazenda era altíssimo.

“O produtor tem que se virar com o que tem. E isso é o bonito da agronomia: a gente vê na prática o que acontece da porteira pra dentro, as dores do produtor, a planilha de custos da fazenda, coisas que são bem diferentes da teoria na escola. Assim é que a gente aprende, adaptando o teórico à prática”, complementa a organizadora da Expedição Cerrado edição 2024.

Inscrições e mais informações

Fonte: Mem Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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