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Expectativas de Recuperação para a Safra do Tomate Industrial em 2024

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Com a fase de colheita do tomate industrial praticamente finalizada, a Tomate BR, associação brasileira dos processadores e utilizadores de tomate industrial, divulgou um novo balanço referente à safra prevista para 2024. A análise indica que, apesar de um aumento esperado de 10% na produção, os desafios climáticos, exacerbados por episódios de queimadas, podem comprometer a produtividade das lavouras no próximo ano.

De acordo com os dados da associação, a produção deve alcançar quase 1,7 milhão de toneladas, considerando uma área cultivada de 18,7 mil hectares. Vlamir Breternitz, diretor da Tomate BR, observa que, embora a situação em 2024 seja um pouco melhor que a do ano anterior, o contexto continua desafiador para os produtores.

“O ano passado foi marcado por um cenário sem precedentes. Portanto, ao afirmar que a safra de 2024 terá uma recuperação de 10%, não podemos encarar isso como uma notícia inteiramente positiva. Trata-se, na verdade, de um pequeno alívio para o mercado. As mudanças climáticas têm se mostrado um complicador para a produtividade. No início do ano, enfrentamos chuvas intensas que afetaram o transplante das mudas, atrasando o cronograma e reduzindo algumas áreas de cultivo. Além disso, a proliferação de pragas, como a mosca branca, intensificou-se devido às altas temperaturas, levando à erradicação de algumas lavouras”, explica o executivo.

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Impacto das Queimadas na Safra de Tomate Industrial

Embora as queimadas não tenham impactado diretamente as áreas de cultivo do tomate industrial, Breternitz expressa preocupação sobre como esses eventos podem afetar a produtividade da safra prevista para 2025.

“Certamente, é um cenário alarmante, e no que diz respeito ao tomate industrial, o maior impacto pode ainda estar por vir. A seca e o calor já estão interferindo nas lavouras, e as principais preocupações envolvem o armazenamento de água, a preservação da mata ciliar e o abastecimento dos lençóis freáticos. Se não ocorrerem chuvas suficientes nos próximos meses para repor os reservatórios, pode ser inviável cultivar algumas áreas, e as pragas poderão se tornar ainda mais agressivas”, avalia Breternitz.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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