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Expectativa de Crescimento no Uso de Biológicos na Produção de FLVs nos Próximos Anos

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A tendência de aumento no uso de biológicos para a produção de frutas, legumes e verduras (FLVs) nos próximos anos se destaca como uma resposta à popularização desses produtos entre os produtores, à ampliação da oferta, à melhoria da logística e aos resultados positivos observados com o uso de bioinsumos.

Atualmente, o mercado de FLVs representa cerca de 6% do consumo de biológicos, de acordo com dados da Croplife Brasil, mas o segmento deve se tornar um dos maiores consumidores desses produtos. “Isso se deve às particularidades do mercado, como o consumo in natura, o cultivo intensivo em áreas menores, as exigências rigorosas de qualidade e a crescente preocupação com a contaminação por agroquímicos”, afirma Marcelo Poletti, CEO da Promip.

Além disso, o ciclo curto de muitas culturas e a dinâmica de colheita acelerada levam os produtores a buscar soluções com menor período de carência. “Outro fator relevante é que muitas culturas de menor interesse para a indústria de químicos não possuem produtos registrados específicos, obrigando o uso de biopesticidas para o controle de pragas e doenças”, complementa Poletti.

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Com o objetivo de estreitar laços com esse setor, a Promip tornou-se membro da International Fresh Produce Association (IFPA), uma entidade que reúne empresas de todos os segmentos da cadeia de frutas, flores, legumes e verduras, abrangendo desde produtores até varejistas e o setor de food service. A filiação permitirá à empresa participar de uma ação de networking e negócios em Petrolina (PE), onde apresentará a certificação MipExperience aos produtores locais.

Agricultores interessados em obter a certificação passam por um processo de qualificação e monitoramento para adotar o MIP (Manejo Integrado de Pragas) e os produtos biológicos, seguidos de uma auditoria.

“Este encontro em Petrolina marca o início dos Cafés da Manhã da IFPA, uma iniciativa para fortalecer conexões, ampliar o networking, compartilhar experiências e impulsionar o mercado de FLVs com inovações. Este evento será uma excelente oportunidade para conectar produtores, varejistas e fornecedores do Vale do São Francisco, ajudando-os a aproveitar as oportunidades de parcerias que impulsionam o crescimento e a competitividade no setor”, destacou Valeska de Oliveira Ciré, representante da IFPA no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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