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Expectativa de Alta nos Preços da Soja em Chicago Reforça Mercado Nacional

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O mercado brasileiro de soja deverá registrar preços firmes ao longo do dia, impulsionado pela significativa alta observada na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Nesta manhã, o dólar continua forte em relação ao real, cotado próximo a R$ 5,80 nos primeiros negócios, o que também oferece suporte aos preços da oleaginosa. Esse cenário propicia um ritmo mais ágil para a comercialização.

Na última quinta-feira, os preços da soja apresentaram variações mistas nas principais praças de negociação do Brasil, com apenas pequenos lotes sendo comercializados, evidenciando uma grande disparidade entre compradores e vendedores.

Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00. Na região das Missões, a cotação subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00 por saca, enquanto no Porto de Rio Grande o valor passou de R$ 143,00 para R$ 145,00. Em contrapartida, em Cascavel (PR), o preço da saca caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00, e no Porto de Paranaguá (PR) se manteve em R$ 145,00. Em Rondonópolis (MT), a saca foi cotada a R$ 150,00, enquanto em Dourados (MS) estabilizou-se em R$ 140,00. Por fim, em Rio Verde (GO), o preço subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00.

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Mercado de Chicago

Os contratos futuros de soja para novembro de 2024 apresentavam uma alta de 0,89%, cotados a US$ 9,91 1/4 por bushel. O mercado busca uma recuperação técnica após as perdas acumuladas em outubro. Se essa tendência se confirmar, será o terceiro pregão consecutivo de valorização da oleaginosa, sustentada pela forte demanda por soja dos Estados Unidos.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial opera em alta de 0,22%, cotado a R$ 5,7945, enquanto o Dollar Index registra uma queda de 0,10%, a 103,984 pontos. No cenário internacional, as principais bolsas asiáticas encerraram em baixa, com Xangai recuando 0,24% e o Japão, 2,63%. Em contraste, as bolsas europeias operam em alta, com Paris registrando +0,94%, Frankfurt +0,82% e Londres +0,91%. O petróleo também apresenta alta, com o WTI para dezembro sendo negociado a US$ 71,05 o barril, um incremento de 2,61%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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