AGRONEGÓCIO

Expansão nas exportações Gaúchas: Alta tanto no valor quanto no volume em outubro

Publicado em

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) revelou, nesta terça-feira (21/11), os resultados das exportações do estado gaúcho no mês de outubro. Em relação ao mês anterior, registrou-se um incremento de 19% no valor total e de 21% no volume exportado pelo setor agropecuário estadual, conforme aponta o Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio, elaborado pela equipe econômica da Farsul.

Comparando com o mesmo período de 2022, constatou-se um aumento de 12% no valor exportado (US$ 1,6 bilhão em 2023, contra US$ 1,4 bilhão em 2022) e de 26% no volume (2,4 milhões de toneladas em 2023 contra 1,9 milhões de toneladas em 2022). O agronegócio respondeu por 74% do valor total exportado pelo estado e 92% do volume. No acumulado do ano, alcançou-se a cifra de US$ 13,3 bilhões, representando um incremento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em termos de volume, houve um aumento de 6%, totalizando 19,1 milhões de toneladas.

Leia Também:  Com crédito restrito, Avanço Agropecuária lança CRA de R$ 30 milhões estruturado pela GCB

Os principais parceiros comerciais do estado no período foram a Ásia (excluindo o Oriente Médio), com US$ 958 milhões e 1,6 milhões de toneladas, e a Europa, que atingiu US$ 253 milhões, sendo US$ 212 milhões destinados à União Europeia. Em seguida, destacam-se o Oriente Médio com US$ 116 milhões, América do Norte com US$ 76 milhões, América do Sul com US$ 77 milhões, África com US$ 76 milhões, Oceania com US$ 6 milhões e América Central e Caribe com US$ 25 milhões.

No que se refere aos países, a China lidera com US$ 729 milhões e participação de 45,8% no valor. Em segundo lugar, temos o Irã com 4%, seguido pelos Estados Unidos com 3,9%, Bélgica com 3,3% e Indonésia com 3%.

Analisando as importações realizadas pelo setor, observa-se que o grupo de Adubos (fertilizantes) e seus ingredientes passou de US$ 411 milhões em outubro de 2022 para US$ 380 milhões em outubro de 2023, representando uma queda de 8% no valor. Em termos de volume, houve um aumento significativo, passando de 591 mil toneladas para 1,2 milhão de toneladas, um aumento de 104%. Em comparação com o mês anterior, registrou-se uma elevação de 184% no valor e 181% no volume de importações desse grupo.

Leia Também:  Exportações Brasileiras para o Canadá Crescem no Primeiro Semestre de 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

Published

on

A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

Leia Também:  Prefeitura orienta sobre interdições nas avenidas Dom Bosco e Isaac Póvoas

A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

Leia Também:  Exportações de soja do Brasil devem crescer 10% em 2025

Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA