AGRONEGÓCIO

Evento em Fraiburgo marca o início da colheita da maçã em Santa Catarina

Publicado em

É tempo de colher maçã. Nesta segunda-feira (5) teve abertura oficial da Colheita da Maçã, em Fraiburgo, reconhecida como terra da maçã. Representando o governador Jorginho Mello, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto participou do evento junto com a secretária Adjunta de Estado do Turismo, Catiane Seif. Na safra 2023/2024 devem ser colhidas cerca de 496 mil toneladas de maçã, segundo estimativa da Epagri/Cepa, disponível no site do Observatório Agro Catarinense.

Santa Catarina cultiva cerca de 15,3 mil hectares de maçã. Na safra 2022/23 a colheita foi de 557 mil toneladas. Em 2022, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) da maçã foi de R$ 840 milhões (Epagri/Cepa/Observatório do Agro Catarinense). A variedade Fuji ocupa a maior área colhida, seguida pela Gala e variedades precoces.

“Somos campeão nacional na produção de maçã, isso é fruto do trabalho conjunto com os nossos produtores, por meio da Epagri, Cidasc, Ceasa, cooperativas e setor privado. Temos o compromisso com a pesquisa e proteção dos nossos pomares. Estamos trabalhando para viabilizar mais infraestrutura para o campo e para garantir a sucessão familiar. O turismo também tem sido uma das forças para alavancar o setor”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Leia Também:  Queda da gasolina compensa passagens aéreas e IPCA sobe menos que o esperado em outubro

O Meio-Oeste catarinense (Fraiburgo e região) com a microrregião de Joaçaba respondem por aproximadamente 13,9% da produção, sendo a variedade Gala a mais cultivada. A região vem ampliando cultivo com variedades precoces, como a Eva, Condessa e Monalisa, essas duas últimas foram desenvolvidas pela Epagri e apresentam resistência às principais doenças. A Região Serrana (São Joaquim e região) com as microrregiões de Campos de Lages e Curitibanos representam 85,7% da produção estadual.

Além de alavancar a mão de obra de Fraiburgo, a colheita da fruta ainda é responsável pelo fortalecimento do turismo local. O município é o segundo colocado do Estado em produção de maçã, a área cultivada é de aproximadamente 1.781 hectares.

As pesquisas são permanentes, o extensionista da Epagri de Fraiburgo, Marcos Pritsch, apresentou a Gala Gui, variedade pesquisada pela estação experimental de Caçador, é um fruto de alta qualidade e resistente à principal doença de verão da maçã, a mancha foliar de glomerella. “É uma planta sadia, bem desenvolvida, que tem potencial produtivo”, explica.

Fonte: Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de SC

Leia Também:  Lula acompanha início de obras de prevenção a enchentes em Araraquara

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

Published

on

O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

Leia Também:  Sedec apoia evento de ufologia que vai movimentar o turismo em Barra do Garças

A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

Leia Também:  Análise mensal do mercado de café no Brasil - dezembro de 2023 pelo Rabobank

Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA