AGRONEGÓCIO

Análise mensal do mercado de café no Brasil – dezembro de 2023 pelo Rabobank

Publicado em

O Rabobank apresenta o relatório mensal sobre as movimentações no mercado de café no Brasil, elaborado pelo analista de mercado Guilherme Morya. Apesar dos recentes problemas logísticos no Porto de Santos, as exportações de café do Brasil mostraram resultados positivos, atingindo 4,3 milhões de sacas em novembro, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Em 2023, as exportações se recuperaram, ficando apenas 3% abaixo de 2022.

Destaca-se o excelente desempenho dos embarques de conilon, com um aumento de 678% em novembro em comparação ao ano anterior. A relação de troca em dezembro também melhorou, sendo necessárias 2,1 sacas de café para comprar 1 tonelada de fertilizante.

Apesar da recente valorização dos preços de café arábica no mercado doméstico, os preços dos fertilizantes tiveram uma leve queda nos últimos 30 dias. Os preços domésticos de café arábica continuam em alta, alcançando uma média de BRL 954/saca em dezembro, um aumento de 7% em relação a novembro.

Leia Também:  TV Brasil é emissora oficial da Liga de Basquete Feminino

O relatório aborda preocupações com o clima no Brasil, baixos estoques certificados em Nova York e problemas logísticos no Porto de Santos, associados à recente valorização do café. A precipitação abaixo da média em novembro levanta preocupações sobre a safra brasileira 2024/25, especialmente nas regiões produtoras de café robusta.

Apesar das condições adversas, as regiões produtoras de café arábica, especialmente no Sul e Leste de Minas Gerais, permanecem promissoras. No entanto, há preocupações em regiões produtoras de café robusta, como Rondônia e Bahia. Resultados preliminares indicam uma possível queda na produção em Rondônia em 2024. O estado do Espírito Santo, principal produtor de café conilon, ainda apresenta potencial para uma boa colheita, com o retorno das chuvas em dezembro sendo crucial para monitorar nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

Published

on

O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

Leia Também:  IGP-10 Registra Alta de 0,45% em Julho, Aponta FGV

A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

Leia Também:  Polinização é desafio central no cultivo da abóbora japonesa Tetsukabuto e exige manejo estratégico

Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA