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Evento com idosas no CCI Padre Firmo reforça protagonismo feminino e direitos das mulheres em Cuiabá

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A programação especial do Março Mulher 2026, promovida pela Prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, segue mobilizando diferentes espaços da rede socioassistencial do município. Entre as atividades realizadas, um encontro voltado às mulheres idosas marcou mais uma agenda especial da assistência social no mês dedicado à valorização feminina. A ação ocorreu no Centro de Convivência de Idosos Padre Firmo (CCI), na segunda-feira (9) e reuniu participantes para uma roda de conversa e palestra sobre direitos, desafios e o protagonismo da mulher idosa na sociedade. O encontro também abordou temas sensíveis, como a prevenção da violência contra a mulher e o fortalecimento da autonomia feminina na terceira idade.

Durante a atividade, a palestrante destacou a importância de ampliar o debate sobre os direitos conquistados pelas mulheres e aqueles que ainda precisam avançar, especialmente quando se trata das idosas. “É fundamental que a gente chame a atenção não apenas para os direitos que já foram conquistados, mas também para aqueles que ainda precisamos garantir. A mulher idosa enfrenta diversos desafios e tem um papel importante, inclusive, na prevenção do feminicídio e na construção de uma sociedade mais consciente”, afirmou a delegada Jozirlete Magalhães.

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As participantes avaliaram o encontro como um momento de aprendizado e troca de experiências. Muitas relataram que a atividade trouxe informações importantes sobre leis e direitos que nem sempre fazem parte do cotidiano.

“Aprendi muita coisa hoje aqui sobre as leis e sobre direitos que a gente muitas vezes não conhece no dia a dia. Foi muito construtivo para todas nós”, contou Clodomira Lemos uma das participantes.

Hilda Aleves, outra participante também destacou a qualidade da palestra e o impacto positivo da atividade. “Eu tenho 76 anos e participo das atividades aqui há três anos. Já tivemos muitas palestras, mas essa foi uma das melhores”, relatou.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, reforça que a programação do Março Mulher tem como objetivo ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres cuiabanas e fortalecer a rede de apoio e proteção.

Ao longo do mês, a agenda inclui rodas de conversa, oficinas, ações culturais e momentos de autocuidado realizados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Convivência de Idosos e no auditório da secretaria. As atividades buscam promover autoestima, autonomia, fortalecimento de vínculos comunitários e conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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