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Evendos apoiados pela Prefeitura de Cuiabá tem programação do aniversário de 307 anos de Cuiabá até 8 de abril

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Em comemoração aos 307 anos de Cuiabá, a Mitra Arquidiocesana, em parceria com a prefeitura, realiza uma programação especial que segue até o dia 8 de abril, com atividades religiosas e esportivas em diferentes pontos da capital.

As ações começaram no sábado (4), com a Cavalgada do Senhor Bom Jesus, com percurso de 33 km entre o bairro São Gonçalo Beira Rio e o Coxipó do Ouro. No domingo (5), foram realizados o Pedal do Senhor Bom Jesus, o Encontro de Carros Antigos e o Encontro de Motos, com trajetos e atividades em regiões como São Gonçalo Beira Rio, Parque das Águas e Santo Antônio do Leverger.

A programação continua no dia 8 de abril, data do aniversário de Cuiabá, com a 37ª Corrida Senhor Bom Jesus, no Complexo Dom Aquino, seguida da Romaria Fluvial, com percurso de 40 km entre Santo Antônio do Leverger e a Orla do Porto II. Também está prevista a Caminhada da Fé, com trajeto de 2,5 km até a Catedral Metropolitana.

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O encerramento será com a Santa Missa na Catedral Basílica Senhor Bom Jesus de Cuiabá. O evento é organizado pela Mitra Arquidiocesana, com apoio da Prefeitura, que atua na organização e logística, incluindo suporte da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).

Esta é a última participação de Dom Mário Antônio da Silva à frente da Arquidiocese de Cuiabá. A programação foi apresentada na semana passada, durante a despedida do arcebispo, que foi nomeado pelo papa Leão XIV como novo responsável pela Arquidiocese de Aparecida (SP).

Confira a programação completa abaixo:

04/04 das 07h às 19h30 – Cavalgada do Senhor Bom Jesus
05/04 das 06h às 10h – Pedal do Senhor Bom Jesus (Pedal da Semob)
05/04 das 06h às 07h30 – Encontro de Carros Antigos
05/04 das 09h às 10h – Encontro de Motos do Senhor Bom Jesus
08/04 das 06h às 16h – Romaria Fluvial do Senhor Bom Jesus
08/04 das 15h às 18h – Caminhada da Fé do Senhor Bom Jesus
08/04 às 18h30 – Santa Missa

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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