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EUA declaram glifosato e fósforo essenciais para segurança nacional em nova ordem executiva

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Governo norte-americano reforça proteção sobre insumos agrícolas e industriais

O governo dos Estados Unidos anunciou novas medidas para assegurar o fornecimento de insumos considerados críticos à agricultura e à indústria nacional. O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que classifica os herbicidas à base de glifosato e o fósforo elementar como produtos essenciais à segurança nacional, em resposta a preocupações sobre possíveis rupturas nas cadeias globais de suprimentos.

Produção e distribuição passam a ter prioridade federal

Com a nova determinação, a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, deverá priorizar a produção e o abastecimento doméstico desses insumos estratégicos. A ordem concede ainda imunidade legal às empresas que seguirem as diretrizes federais e autoriza o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) a direcionar a produção e controlar a distribuição dos produtos, caso seja necessário.

Segundo a Casa Branca, a interrupção da produção interna de glifosato e fósforo poderia afetar cadeias críticas, colocando em risco a indústria de defesa e o abastecimento alimentar norte-americano.

Empresas concentram quase toda a produção nacional

Atualmente, há apenas um produtor doméstico de fósforo elementar e de glifosato nos Estados Unidos. No mercado de fertilizantes fosfatados, a Mosaic detém cerca de 74% da oferta na América do Norte, e, juntamente com a Nutrien, controla mais de 90% das vendas aos agricultores norte-americanos.

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Já a Bayer, por meio da antiga Monsanto, é a única fabricante nacional de glifosato, respondendo por cerca de 40% da produção mundial do herbicida, feita em unidades instaladas no próprio território dos EUA.

Medida busca proteger fornecedores locais

A ordem executiva também determina a proteção dos produtores nacionais contra pressões regulatórias ou financeiras que possam comprometer sua operação. A Bayer manifestou apoio à iniciativa, destacando que a decisão reforça o acesso dos agricultores ao glifosato, evitando riscos de escassez global.

Reações divididas entre ambientalistas e governo

O anúncio gerou críticas de grupos ambientais e de movimentos ligados à saúde pública, como o Make America Healthy Again, que alertam para os impactos do uso de glifosato.

Apesar das reações contrárias, o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., expressou apoio à medida, ressaltando que a segurança alimentar e nacional deve prevalecer em momentos de vulnerabilidade econômica e estratégica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café dispara nas bolsas com clima, atraso na colheita e atuação dos fundos; mercado volta a ganhar força

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O mercado internacional do café iniciou esta terça-feira (30) em forte recuperação, com expressivas altas nas bolsas de Nova York e Londres. Após as perdas registradas no fim da última semana, as cotações voltaram a subir impulsionadas por uma combinação de fatores que inclui o atraso da colheita brasileira, preocupações com a qualidade dos grãos, redução dos estoques certificados e a retomada das compras por parte dos fundos de investimento.

Na ICE Futures US, o café arábica registrava ganhos expressivos nas primeiras negociações do dia. O contrato com vencimento em setembro de 2026 avançava 1.075 pontos, sendo negociado a 288,55 cents de dólar por libra-peso. O vencimento julho/26 subia 435 pontos, para 291,10 cents/lbp, enquanto dezembro/26 apresentava valorização de 1.050 pontos, cotado a 273,90 cents/lbp.

Já na ICE Europe, em Londres, o café robusta também operava em território positivo. O contrato setembro/26 avançava 84 pontos, alcançando US$ 3.648 por tonelada. O vencimento novembro/26 subia 87 pontos, para US$ 3.597 por tonelada, enquanto apenas o contrato julho/26 registrava leve recuo, cotado a US$ 3.761 por tonelada.

Chuvas atrasam colheita e elevam preocupação com a qualidade

O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o clima nas regiões produtoras do Brasil. As chuvas frequentes vêm dificultando o avanço da colheita da safra 2026/27, atrasando a retirada dos frutos das lavouras e comprometendo as etapas de secagem, beneficiamento e comercialização.

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Além do atraso operacional, o excesso de umidade também aumenta as preocupações quanto à qualidade dos grãos, uma variável que pode reduzir a disponibilidade de café de padrão superior no mercado internacional.

Embora as previsões indiquem melhora das condições climáticas ao longo de julho, permitindo maior ritmo na colheita, o mercado segue precificando os impactos imediatos provocados pelas precipitações nas principais regiões cafeeiras brasileiras.

Fundos de investimento ampliam volatilidade

Outro fator que voltou ao radar dos investidores é a atuação dos fundos de investimento, que vêm recompondo posições compradas após reduzirem significativamente sua exposição nas últimas semanas.

Segundo análise de mercado, o recente movimento de recuperação das cotações não pode ser explicado apenas pelas condições climáticas. A volta dos fundos às compras intensifica a volatilidade das negociações e amplia os movimentos de alta registrados nas bolsas internacionais.

Esse fluxo financeiro tem sido determinante para acelerar as oscilações diárias dos contratos futuros, principalmente em um cenário de oferta ainda cercado de incertezas.

Estoques certificados seguem em queda

O mercado também encontra suporte na redução contínua dos estoques certificados da ICE, indicador que reforça a percepção de menor disponibilidade imediata de café para entrega.

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A combinação entre estoques menores, dificuldades temporárias na colheita brasileira e maior participação dos investidores financeiros fortalece o viés altista no curto prazo.

Mercado mantém expectativa de grande safra brasileira

Apesar da recuperação das cotações, os analistas seguem avaliando que o cenário de médio prazo poderá ser mais equilibrado.

A expectativa permanece de que o Brasil confirme uma safra volumosa em 2026/27, o que tende a ampliar a oferta global nos próximos meses. Dessa forma, embora os fatores climáticos sustentem os preços no curto prazo, a evolução da colheita e a chegada efetiva do café ao mercado continuarão determinando o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Na sessão anterior, encerrada na segunda-feira (29), o contrato setembro/2026 do café arábica fechou cotado a 277,80 cents de dólar por libra-peso, com alta de 4,60 centavos, equivalente a 1,7%. Já o vencimento dezembro/2026 encerrou a 263,40 cents/lbp, acumulando valorização de 0,9%, reforçando o movimento positivo que ganhou intensidade na abertura desta terça-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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