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Etanol de milho da FS recebe certificado inédito para combustível de aviação SAF

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O pioneirismo da certificação conquistada pela FS, uma das maiores empresas de etanol do Brasil, com três usinas em Mato Grosso, foi possível pelo uso do milho segunda safra como matéria-prima, já que o cereal é cultivado na mesma área da soja, em um mesmo ciclo agrícola, eliminando emissões relacionadas ao impacto indireto do uso da terra (Low LUC Risk).

Pelo sistema de segunda safra, a matéria-prima usada para biocombustível não desloca a produção de alimentos, evitando desmatamento ou emissões pela conversão de terras em agricultura.

“Basicamente, o Low LUC diz que o nosso etanol tem zero emissões de gases do efeito estufa relacionadas a mudanças do uso da terra”, declarou o CEO da FS, Rafael Abud, em uma entrevista à Reuters por videoconferência.

O selo ISCC Corsia de matérias-primas renováveis para fornecimento à industria de SAF já foi recebido também por empresas como Raízen e BP Bunge Bioenergia, entre outras. Mas o certificado delas não inclui o atestado relacionado ao uso da terra. Antes da FS, no Brasil, as empresas certificadas tinham em comum o uso exclusivo da cana-de-açúcar para a produção de etanol a ser transformado no combustível sustentável de aviação.

“Com isso, a gente conseguiu obter uma nota de carbono mais favorável que outros grupos… esta é a primeira do mundo de etanol com esse tipo de atributo”, afirmou o executivo da FS, controlada pelo grupo norte-americano Summit, que espera tirar vantagens econômicas da certificação.

Nesse mercado de SAF ainda incipiente, mas que atrai companhias pelos seus prêmios de sustentabilidade e potencial de crescimento, o certificado indica um cenário promissor para o combustível de milho, que tem ganhado cada vez mais espaço frente à cana.

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Ele ressaltou ainda que as usinas brasileiras, sendo elas de etanol de milho ou de cana, conseguem se destacar em relação a concorrentes dos Estados Unidos (primeiro produtor global do biocombustível) no item emissões, pois nos EUA as empresas usam gás natural (fóssil) como fonte de energia das suas indústrias.

Em relação ao uso da terra, as fábricas de etanol norte-americanas também sofrem desvantagem na disputa pelo mercado de SAF, já que em geral o produtor dos EUA só consegue fazer uma safra, de milho ou soja, na mesma área.

No caso da FS, a certificação envolveu desde a fase agrícola e seus insumos, passando pelas usinas (movidas a biomassa de eucalipto e bambu), até o transporte ao produtor de SAF — a FS tem contrato com Rumo para escoar a produção do Mato Grosso até os polos exportadores por ferrovia, que gera menos emissões do que caminhões.

Na parte agrícola, a certificação foi possível com a participação de um de fornecedores da FS, o grupo GGF, que foi atestado pelo impacto “zero” no uso indireto da terra.

EXPANSÃO

Com produção de pouco mais de 2 bilhões de litros por ano, a FS é considerada a terceira maior produtora de etanol do Brasil, atrás da líder Raízen, que usa a cana como matéria-prima, e da Inpasa, outro exemplo de como cresceu de forma acelerada nos últimos anos a produção do biocombustível de milho no país, no embalo da boa oferta abundante da segunda safra.

Isso tem alavancado os negócios para o exterior, antes mesmo do advento da SAF. A FS, que começou a produzir etanol de milho em 2017, de forma pioneira no Brasil, deverá finalizar a safra atual (em março) com aumento das exportações, em volumes equivalentes a cerca de 8% da produção, ante apenas cerca de 1% no ciclo anterior.

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Mas tais selos de sustentabilidade prometem dar impulso adiante. “Com as certificações que obtivemos, estamos com plano de avançar ainda mais nas exportações, especialmente visando atender esses mercados que usam um produto certificado e que tem baixa pegada de carbono”, afirmou o executivo.

Um dos destinos da exportação de etanol pode ser uma fábrica de SAF da Summit, controladora da FS, projetada para ser construída próxima do Golfo do México norte-americano. Segundo Abud, a planta foi pensada para converter 450 milhões de galões de etanol por ano em 250 milhões de galões de SAF por ano.

Com três unidades produtivas, em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste, a FS está em processo de desalavancagem após grandes investimentos, e vê uma melhora de mercado que pode ajudar a tirar do papel outras três unidades projetadas, em Campo Novo do Parecis, Querência e Nova Mutum –ainda sem data para início, e que poderiam elevar a capacidade produtiva para cerca de 5 bilhões de litros.

O executivo disse que o último ano foi mais desafiador para o setor, que sofreu com preços mais baixos do etanol, e cotações elevadas do milho.

“Estamos em processo de recomposição das margens para que a gente possa voltar a crescer”, afirmou, acrescentando que o mercado interno de etanol está melhorando, e os custos com grãos, caindo.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preços de carnes e ovos recuam no atacado, enquanto leite mantém alta, aponta DATAGRO

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O mercado atacadista de proteínas animais apresentou comportamento misto na última semana, com queda nos preços da carne suína, carne de frango e ovos, enquanto o leite manteve trajetória de valorização. Os dados foram divulgados pela DATAGRO e refletem diferentes dinâmicas de oferta e demanda entre as principais cadeias pecuárias do país.

Enquanto proteínas como suínos, aves e ovos enfrentam pressão baixista, o segmento de lácteos segue sustentado por fatores que impulsionam os preços. Já a pecuária bovina apresentou sinais de recuperação na arroba do boi gordo, acompanhados por redução nas escalas de abate.

Carne suína lidera movimento de queda no mercado

Entre as proteínas analisadas pela DATAGRO, a carne suína registrou recuo nas cotações e foi negociada a R$ 8,55 por quilo.

O movimento também atingiu a carne de frango, cotada a R$ 7,23 por quilo, além dos ovos, cujo preço caiu para R$ 142,26 por 30 dúzias.

Segundo a consultoria, o desempenho reforça o cenário de pressão sobre as proteínas animais fora do segmento bovino, em um ambiente marcado por ajustes entre oferta e consumo.

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Leite UHT segue em alta e contraria tendência das proteínas

Na direção oposta, o mercado de lácteos manteve valorização durante a semana.

O leite UHT apresentou alta de 2,1% em relação ao período anterior, alcançando R$ 5,37 por litro.

De acordo com a DATAGRO, o desempenho positivo do leite contrasta com o comportamento das demais proteínas monitoradas, evidenciando fundamentos específicos que continuam sustentando os preços no setor de lácteos.

Arroba do boi gordo volta a subir em São Paulo

No mercado bovino, o comportamento foi diferente do observado para suínos, aves e ovos.

A arroba do boi gordo na praça paulista registrou valorização de 0,26%, encerrando o período cotada a R$ 327,59, após a queda observada na semana anterior.

O avanço das cotações ocorre em meio ao encurtamento das escalas de abate, indicador que acompanha a disponibilidade de animais prontos para o frigorífico e serve como importante termômetro das condições de oferta.

Escalas de abate diminuem e atacado bovino permanece estável

A DATAGRO informou que a programação média de abates no Brasil recuou para 8,61 dias corridos, sinalizando menor disponibilidade de animais terminados em diversas regiões produtoras.

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Apesar da recuperação da arroba, o mercado atacadista de carne bovina manteve estabilidade.

O preço da carcaça casada permaneceu em R$ 23,25 por quilo, indicando equilíbrio entre oferta e demanda no segmento industrial, mesmo diante das oscilações registradas nas negociações do boi gordo.

Mercado de proteínas segue dividido entre pressão e valorização

O comportamento dos diferentes segmentos reforça a heterogeneidade do mercado brasileiro de proteínas animais.

Enquanto suínos, frango e ovos enfrentam um ambiente de maior pressão sobre os preços, o leite continua sustentado por fatores próprios da cadeia produtiva, e a bovinocultura apresenta sinais de recuperação nas cotações da arroba.

A expectativa do setor é que os próximos movimentos do mercado dependam da evolução da demanda doméstica, do ritmo das exportações e da disponibilidade de animais para abate, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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