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Etanol apresenta variação mista nas usinas paulistas: anidro cai e hidratado sobe, aponta Cepea

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Entre os dias 13 e 17 de outubro, os preços do etanol apresentaram comportamento misto no mercado paulista, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

O etanol anidro, usado na mistura com a gasolina, teve leve queda de 0,15%, passando de R$ 3,1126 para R$ 3,1079 por litro. Já o etanol hidratado, destinado aos veículos flex e movidos exclusivamente a álcool, avançou 0,77%, com o preço subindo de R$ 2,7156 para R$ 2,7365 por litro.

Etanol hidratado tem leve alta no Indicador Diário Paulínia

No fechamento da sexta-feira (17), o Indicador Diário Paulínia apontou valorização para o etanol hidratado. As usinas negociaram o produto a R$ 2.865,50 por metro cúbico, o que representa um aumento de 0,32% em relação ao valor do dia anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Supermercados enfrentam queda nas margens mesmo com lojas cheias e alta no fluxo de consumidores

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Os supermercados brasileiros vivem um cenário cada vez mais desafiador em 2026. Apesar do aumento no fluxo de consumidores nas lojas, o volume vendido por cliente diminuiu, pressionando as margens e exigindo mudanças rápidas na gestão do varejo alimentar.

O consumidor continua frequentando os supermercados, mas passou a comprar menos itens, priorizar produtos essenciais, substituir marcas tradicionais por opções mais baratas e fracionar as compras ao longo do mês. O comportamento já impacta diretamente o faturamento e a previsibilidade operacional das redes.

A inflação dos alimentos segue como um dos principais fatores por trás dessa mudança. Em março, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 1,56%, segundo dados do IBGE, influenciando de forma significativa o avanço do IPCA. Produtos como tomate, cebola, leite longa vida e carnes tiveram aumento nos preços e ampliaram a pressão sobre o orçamento das famílias.

Consumidor muda hábitos e reduz consumo de maior valor agregado

De acordo com Márcio Goulart, especialista em gestão supermercadista e porta-voz da Meta Contabilidade, o impacto vai além da inflação observada nas gôndolas.

Segundo ele, a perda do poder de compra faz com que os consumidores reduzam volumes, troquem marcas e priorizem apenas itens considerados essenciais. O reflexo imediato aparece na redução das vendas de produtos com maior valor agregado, o que compromete diretamente a rentabilidade das empresas.

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O especialista destaca que, embora o fluxo nas lojas permaneça elevado, muitos supermercados registram crescimento nas vendas promocionais, mas com margens cada vez mais apertadas.

Outro movimento que ganha força é o fracionamento das compras. Famílias que antes realizavam grandes abastecimentos mensais passaram a dividir as compras em diferentes momentos do mês, acompanhando promoções e a entrada de renda. Para o varejista, isso dificulta o planejamento de estoque, reduz previsibilidade e aumenta os riscos operacionais.

Custos operacionais aumentam pressão sobre o setor supermercadista

Além da inflação dos alimentos, o varejo alimentar também enfrenta forte pressão nos custos operacionais. Despesas com energia elétrica, frete, embalagens e folha de pagamento continuam avançando e comprimindo ainda mais as margens.

O impacto é ainda maior nas redes regionais e supermercados de pequeno porte, que possuem menor escala de compra e menor poder de negociação frente aos grandes grupos do setor.

Dados acumulados do IBGE mostram que a inflação em 12 meses chegou a 4,14% até março, cenário que reduz a renda disponível das famílias e limita o consumo de produtos premium e categorias de maior valor agregado.

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Supermercados reforçam marcas próprias e revisam estratégias

Diante desse ambiente mais competitivo, supermercados intensificam medidas para proteger a rentabilidade. Entre as principais estratégias adotadas estão o fortalecimento das marcas próprias, revisão do mix de produtos, foco em categorias de maior giro e controle mais rigoroso sobre desperdícios e rupturas.

O uso de indicadores internos também cresce dentro das operações. Redes supermercadistas passaram a acompanhar de forma mais detalhada a margem por categoria, desempenho de promoções e eficiência operacional.

Para especialistas do setor, o desafio do varejo alimentar em 2026 será equilibrar competitividade e rentabilidade em um ambiente de consumo mais cauteloso e extremamente sensível a preço.

A avaliação é de que o consumidor continua presente nas lojas, mas mudou profundamente seu comportamento de compra — exigindo respostas mais rápidas, estratégias mais eficientes e maior controle operacional das empresas supermercadistas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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