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Estudo revela a relação entre acordos setoriais de commodities e a implementação do Código Florestal

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Desde 2005, acordos setoriais têm sido adotados como ferramentas estratégicas para combater o desmatamento e outras irregularidades socioambientais nas cadeias produtivas de soja e carne no Brasil. Um novo estudo, desenvolvido pelo Observatório do Código Florestal em colaboração com o Instituto Centro de Vida (ICV) e a Amigos da Terra – Amazônia Brasileira (AdT), analisa o impacto desses acordos na implementação do Código Florestal, a principal legislação brasileira voltada à conservação e uso sustentável das florestas.

O estudo revisita acordos importantes como a Moratória da Soja, iniciada em 2006 por traders e organizações da sociedade civil, o Compromisso Público da Pecuária (CPP), firmado em 2009 por frigoríficos após uma campanha do Greenpeace, e o mais recente Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado, lançado em abril de 2024. Também são analisados o Protocolo Verde de Grãos do Pará (2014) e os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs da Carne), firmados entre empresas e o Ministério Público Federal (MPF) em diversos estados da Amazônia Legal.

Alice Thuault, diretora executiva do ICV, ressalta a importância desses acordos para o fortalecimento da implementação do Código Florestal. “Esses compromissos são essenciais para incentivar um maior empenho socioambiental, gerando um movimento positivo do setor privado para melhorar a aplicação da lei. Em qualquer estado brasileiro, o maior desafio continua sendo a implementação da legislação, seja para controlar o desmatamento, restaurar áreas degradadas ou regularizar a produção”, afirma Thuault.

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Avanços e desafios na implementação do Código Florestal

Embora os impactos diretos dos acordos na redução do desmatamento ainda não sejam totalmente claros, o estudo destaca o papel fundamental dessas iniciativas em manter as empresas engajadas na busca por soluções que desvinculem suas atividades de problemas socioambientais. Além disso, essas ações têm o potencial de estabelecer cadeias produtivas mais sustentáveis, em que a regularização ambiental dos fornecedores, conforme o Código Florestal, é um passo essencial.

O estudo também realizou entrevistas com membros das organizações envolvidas na criação e implementação dos acordos, buscando melhorar a análise e esclarecer dúvidas sobre os aspectos operacionais dessas iniciativas. Uma das principais conclusões do estudo é que ainda há necessidade de avançar na atuação do setor produtivo. O Cadastro Ambiental Rural (CAR), por exemplo, é apontado como uma ferramenta crucial, mas com limitações.

Com exceção da Moratória da Soja, os acordos voluntários analisados exigem o CAR, mas não necessariamente a sua validação. O estudo argumenta que a adesão ao CAR sem a devida validação não é suficiente para a plena implementação do Código Florestal, já que o cadastro é apenas uma declaração. Para que o CAR se torne uma ferramenta eficaz de gestão territorial, seu conteúdo precisa ser validado.

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Uma das soluções propostas pelo estudo é restringir os acordos apenas aos fornecedores que possuam o CAR validado, garantindo maior efetividade na fiscalização.

Lacunas a serem preenchidas

Cintia Cavalcante, analista do Programa de Cadeias da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira (AdT), destaca que, embora os acordos setoriais sejam instrumentos importantes para o controle do desmatamento e a regularização das cadeias produtivas, ainda há lacunas que precisam ser abordadas. “Tanto em relação aos critérios quanto à operacionalização desses compromissos, é necessário garantir que o monitoramento socioambiental considere o imóvel rural como um todo, conforme estipulado pelo Código Florestal. Além disso, associar esse monitoramento à rastreabilidade, incluindo fornecedores indiretos no caso da pecuária e intermediários no caso da soja, representaria um grande avanço para ambos os setores”, conclui Cavalcante.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vacinação in ovo impulsiona produtividade e sustentabilidade na avicultura e já imuniza 20 bilhões de frangos por ano

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Vacinação in ovo consolida avanço tecnológico na avicultura moderna

A vacinação in ovo vem se consolidando como uma das principais inovações da avicultura mundial ao permitir a imunização dos embriões ainda dentro do incubatório, antes da eclosão. A tecnologia alia produtividade, precisão sanitária e sustentabilidade, com impacto direto no desempenho das aves ao longo do ciclo produtivo.

Segundo dados técnicos da Embrapa, os primeiros dias de vida dos pintinhos representam uma fase crítica na avicultura, exigindo rigor no manejo, ambiência, nutrição e sanidade. Qualquer falha nesse período pode comprometer o desenvolvimento das aves e reduzir a eficiência produtiva do lote.

Tecnologia já imuniza cerca de 20 bilhões de frangos por ano

A vacinação in ovo é utilizada há mais de 30 anos e já está presente em mais de 90% dos incubatórios comerciais dos Estados Unidos. Atualmente, a tecnologia é responsável pela imunização de aproximadamente 20 bilhões de frangos por ano em todo o mundo.

Ao antecipar a proteção imunológica, o sistema fortalece a sanidade desde o início da vida das aves, reduzindo a incidência de doenças e contribuindo para melhor desempenho zootécnico durante todo o ciclo de produção.

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Automação reduz manejo e melhora uniformidade dos lotes

Além dos ganhos sanitários, a tecnologia também traz benefícios operacionais relevantes para a cadeia produtiva. Ao substituir a vacinação manual após a eclosão, o processo reduz a manipulação dos pintinhos, diminui o estresse e contribui para maior uniformidade dos lotes.

Equipamentos automatizados, como o Inovoject® NXT, permitem alto nível de eficiência, com capacidade de vacinação de até 50 mil ovos por hora, garantindo precisão e padronização do processo no incubatório.

Redução de custos e ganhos de eficiência na produção

De acordo com levantamentos técnicos do setor, a adoção da vacinação in ovo pode reduzir em até 10% os custos operacionais das granjas, principalmente pela diminuição da necessidade de mão de obra na etapa de vacinação manual.

A automação do processo também elimina variabilidades humanas, aumentando a consistência dos resultados e contribuindo para melhor aproveitamento do potencial genético das aves.

Sustentabilidade e eficiência caminham juntas na avicultura

A tecnologia também contribui para sistemas produtivos mais sustentáveis, ao otimizar recursos, reduzir perdas e melhorar a conversão alimentar. Esses fatores tornam a vacinação in ovo uma solução alinhada às novas exigências do agronegócio global, que busca eficiência com menor impacto ambiental.

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Segundo especialistas do setor, a integração entre automação e sanidade é um dos principais caminhos para aumentar a competitividade da avicultura moderna.

Zoetis destaca inovação como estratégia para o futuro da produção

A Zoetis, líder global em saúde animal, reforça que o investimento em tecnologias como a vacinação in ovo faz parte de uma estratégia voltada à inovação e à sustentabilidade da produção animal.

Para a companhia, o avanço da saúde animal é essencial para garantir maior eficiência produtiva, bem-estar e resultados consistentes no campo, integrando tecnologia e responsabilidade na cadeia avícola global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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